Eu amo a Grécia!

Os caras do centro de informações do ponto de ônibus de Thira pareciam ter saído de um filme sobre a máfia. Óculos escuros espelhados, barba por fazer, crucifixo no peito e camisa social, nenhum deles sorria ou tirava os óculos quando alguém perguntava como comprar o ticket, ou onde estavam os horários de saída dos ônibus. Eles não pareciam pertencer ao lugar, uma casinha amarela de uns 3 metros quadrados escrito “informações” em grego. No calor ainda escaldante de Santorini, todos os três informantes estavam bem vestidos demais para ocasião. O que tinha uma pinta na bochecha resmungava para uma velhinha o preço da passagem e tive o impulso de imitar o gangster Jelly no filme Máfia no Divã: “Barabi, barabum.” Ler mais

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Bodrum, Turquia: Viagens na Viagem

Você compra um ticket para um lugar específico e, de repente, vai parar em vários outros lugares. Quando eu comprei o passeio de barco de sete dias com a Bodex Yatching, achei que iria sair de Bodrum e conhecer a região da Turquia chamada de Costa da Lícia, mas eu acabei em terras capixabas, catarinas e principalmente inglesas. Já explico.

O plano era sair de barco e ficar uma semana curtindo o sol, as baías desertas, o mar transparente e as várias ruínas da região. Só que pisar em Bodrum foi como voltar a um lugar conhecido: tinha certeza que o avião tinha pousado em Vitória. O painel eletrônico do minúsculo aeroporto acusava a primeira semelhança, temperatura 35 graus! Eu sentia o jeans colando instantaneamente na parte de trás da minha coxa e, como em Vitória, comecei a rezar por um biquíni. Ler mais

Demorou para cair a ficha que aquele era o momento, eu já estava viajando. Mesmo com a ansiedade da semana pré-embarque, a correria e as compras de última hora, tudo parecia meio surreal. 25 horas de voos e tudo pareceu um só segundo. Entrei no avião, parei em São Paulo, fiz o check in para Madrid, conversei com um Argentino sentado do meu lado que adora o Brasil, fizemos piada de um casal lavando roupa suja atrás da gente, assisti filmes, almocei em Madrid, conheci um português que falava igual um catarina virado na cocaína, experimentei a deliciosa comida turca da Turkish Airlines e descobri que algumas cadeiras de avião ainda reclinam horizontalmente, passei pela alfândega e BOOM! Só ali, na chegada a Istambul, a ficha caiu: eu estava bem longe de casa. Mulheres cobertas da cabeça aos pés por véu e túnicas pretas me olhavam discretamente ao longe enquanto eu tentava entender aonde tinha ido parar minha bagagem e como fazia para chegar ao hotel perto do aeroporto que eu tinha escolhido só para descansar depois da viagem. Ler mais

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Aqui estou, a quatro dias da viagem de volta ao mundo, pasma pela quantidade de coisas que ainda preciso resolver. Quem me conhece sabe que sou mega hiper organizada, beirando o transtorno obsessivo-compulsivo. Então, como é possível minha lista de afazeres já não se encontrar devidamente riscada com a caneta vermelha (sim, eu faço isso)?

Porque, caros amigos, essa é a primeira lição de uma viagem round the world: shit happens. Ler mais

Minha decisão de viajar pelo mundo nasceu de uma epifania no meio do caótico aeroporto de Congonhas. Pode parecer que o lugar incentivou a viagem, mas eu particularmente acho que a confusão aérea de São Paulo incentive mais pessoas a saírem correndo do que voando.

Na verdade, minhas decisões sempre brotam assim, de repente. Posso estar absorvendo sentimentos e analisando uma situação por muito tempo, mas se uma ideia aparece claramente, já era. Considere-a feita.

Isso não quer dizer que colocar os sonhos em prática não dê trabalho. Dá, mas eu descobri que geralmente o processo nunca é tão cabeludo quanto pensamos. Ler mais

Você está aqui porque sabe alguma coisa. O que você sabe, não pode explicar. Mas você sente. Você sentiu a vida inteira. Que há algo de errado com o mundo. Você não sabe o que é, mas está lá, como um zunido na sua cabeça te enlouquecendo. Você quer saber o que é? Você pode ver quando olha pela janela ou quando liga a TV. Você pode sentir quando vai para o trabalho, à igreja, quando paga seus impostos. É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para cegá-lo da verdade. Que você é um escravo, Neo.. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro, nasceu numa prisão que você não pode cheirar, provar ou tocar. Uma prisão para a sua mente… Infelizmente, ninguém consegue somente escutar o que é. Você tem que ver por si mesmo.”

E assim, com as palavras de Morpheus, Neo tem a confirmação do que sentia no filme Matrix: o mundo ia além da sua rotina plastificada. Do outro lado, do lado desconhecido, havia muito mais.

Foi mais ou menos assim que me senti quando me deparei com o livro “As Melhores Viagens do Mundo” pela primeira vez. Ler mais