Sentada de frente para o mar cristalino da praia de Paje em Zanzibar, sinto que descobri um tesouro escondido de nós, brasileiros. Muito se ouve falar do verão em Miami, natal em Paris ou férias na Itália, mas quase nunca escutamos alguma coisa sobre a Tanzânia, ou outros países da África.

É uma pena. A Tanzânia tem muito a oferecer, escalada em montanhas, safáris de luxo ou de aventura, praias paradisíacas e muita história. Ler mais

Anúncios

Observando o Kili da entrada do parque, eu tinha impressão que a montanha mais alta da África se divertia com os milhares de turistas e alpinistas que ali se preparavam para tentar alcançar seu cume, a 5.895 metros acima do mar. Embora a subida do Kilimanjaro possa ser feita inteiramente a pé, a empreitada está longe de ser fácil. Eu e Guico escolhemos subir pela trilha Marangu, com seis dias de caminhada intensa até o topo de uma das sete montanhas mais altas do mundo.  Ler mais

Nosso itinerário original apontava o Egito como próximo destino no mapa mundi. Porém, uma singela revolução árabe atrapalhou um pouco nossos planos. Para felicidade de nossos pais, decidimos deixar a visita às pirâmides para uma próxima vez, quando a política egípcia estivesse mais estável. Ainda assim, por causa das conexões da matina para Jordânia, acabamos pernoitando no país e presenciando o forte esquema de segurança, com homens armados na saída do aeroporto e ônibus de turismo vazios. O temido trâmite do aeroporto, com retirada de vistos e passagem pela imigração e militares, foi na verdade uma passeio no parque. Graças aos funcionários do Novotel Cairo International Airport que nos receberam na área de desembarque e tomaram todas as providências necessárias. Nunca fui tão ignorada pelos oficiais da imigração. Ler mais

E então, no segundo capítulo da viagem de volta ao mundo, saímos da Europa em direção ao continente africano. Tudo iria mudar, é claro. O inesperado foi que nossa primeira aventura de terceiro mundo não aconteceu em Marrakesh, o primeiro destino na África, mas sim na saída de Sevilha. Como todos que passam por essa experiência, fomos seduzidos a viajar de Ryanair, a companhia lowcost mais usada pelos europeus, por causa do custo. Por 30 euros por pessoa, o voo de 2 horas para Marrakesh soava como cântico dos deuses. Não sei quem uma vez disse – talvez tenha sido o irmão do Murphy – que quando a esmola é demais, o santo desconfia. Ler mais

3…2…1! FELIZ ANO NOVOOOO!!!! Pois é, amigos, quatro meses passaram voando. Eu e o Guico brindamos a virada no ponto mais ao sul da nossa rota europeia, cheio de amigos de todas as partes do mundo e muita bebida. Mesmo assim, passamos o dia 31 meio descrentes de que o ano estava mesmo saindo de cena. Para nós, 2011 será para sempre lembrado como o ano em que começamos nosso grande sonho de percorrer o mundo. Cada segundo tem sido inacreditável. Nos apaixonamos tão rapidamente pela vida de viajante e pelos lugares e pessoas que conhecemos, que talvez tenhamos que repetir a dose algum dia. De qualquer forma, estamos saboreando cada momento desse sonho que fizemos acontecer. Talvez por isso, nos sentimos ainda mais vivos no trajeto pelo sul da Espanha. Acho que visitamos Toledo, Córdoba, Granada e Sevilha com todos os sentidos em alerta máximo. Ler mais

Baladas Madrileñas

Se Madrid conseguisse falar, ela te chamaria para a balada. Você já sente a energia da cidade logo quando chega: os madrileños falam alto, te abraçam, furam fila, tudo ao mesmo tempo. Em vez das Marchés de Noel francesas, multidões na frente das baladas, muitas opções de pub crawls e happy hours com tapas. Ler mais

Já ouviu falar de burnout de viajantes? Eu tive um em Lyon. Como assim alguém fica cansada dando a volta ao mundo? Sim, viajar cansa. Não que seja um cansaço ruim, mas tem hora que o corpo reclama. O meu nem se deu o trabalho, só se jogou na cama mesmo.

Eu tinha incluído a terceira cidade mais populosa da França no meu roteiro com um objetivo bem específico, enfiar o pé na jaca da gastronomia do lugar. Afinal, Lyon é considerada a capital gourmet do país, o que não é dizer pouca coisa. O motivo é simples: Paul Bocuse. Desde 1965, o chef du cuisine francês é destaque no guia mais importante e respeitado de hotéis e restaurantes do mundo, o Guia Michelin, com nota máxima: três estrelas. Caso único. Ler mais

Muita gente não gosta da época de natal. Uns dizem que a data é extremamente comercial, outros ficam muito melancólicos com a chegada do final do ano. Eu não sou uma dessas pessoas. Eu ADORO o natal. Acho muito gostoso comprar lembranças, ou só mandar um alô para quem eu gosto. Não faço isso só no natal, mas acho a data outra boa oportunidade para dizer, “ei, você é importante na minha vida.” E a decoração! Eu babo por luzinhas de natal, para mim elas iluminam a parte da nossa alma que continua criança. Bom, cada um confere o significado que quer a essas coisas e esse é o meu. Mas acho que na França o sentido é mais ou menos o mesmo, ou assim me pareceu, principalmente quando saí de Paris em direção ao sudoeste do país. Ler mais

Image

Três meses na estrada e posso dizer que já experimentei quase todo tipo de emoção, êxtase, medo, alegria, saudades… São tantas mudanças, que a gente já espera algumas surpresas no meio da viagem. Quer dizer, com exceção da que me aguardava em Paris.

Como eu já tinha visitado a cidade antes, a ideia era fugir dos pontos turísticos tradicionais e aproveitar mais o lado B. Ler mais

No frio da Suíça (Lucerna)

Eu devia começar esse texto escrevendo sobre a Suíça, já que é para lá que fui depois de Milão. Mas quero primeiro falar de amigos. Viajar sozinha tem sido uma ótima experiência para conhecer muita gente bacana e fazer o que quero no horário que der na telha. Só que a gente fica muito pensativa também, ou sou eu que penso demais, o que é bem possível. O fato é que eu cheguei em Lucerna com saudades dos meus amigos Ler mais