A Terra da Multa: Cingapura

Fumou em lugar fechado, leva multa. Jogou lixo no chão, leva multa. Andou de bicicleta em túneis para pedestres, leva multa. Atravessou a rua sem passar pela faixa, multa. À primeira vista, Cingapura parece o filme Demolidor com seus milhares de castigos financeiros. Ah! E corporais também. Não podemos esquecer das chibatadas que fazem notícia mundo afora. O código penal de Cingapura prevê punição por chibatadas para mais de 30 infrações, incluindo a tomada de reféns, assalto, roubo, formação de gangues, homicídio, uso de drogas e vandalismo. O “caning” também é uma pena obrigatória para determinados crimes, tais como estupro, tráfico de drogas ilegais, não pagamento de empréstimos, e para visitantes estrangeiros que ultrapassam o visto de 90 dias. (Nota mental: não perder o voo de volta). Ler mais

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Quando chegou a hora de ir para a Malásia, estávamos animados. Foi meio difícil nos despedirmos do Andrezinho, que acompanhou a gente pelas descobertas culinárias no Vietnã e históricas no Camboja (a saudade de casa está apertando cada vez mais), mas pelo menos nos separamos com a perspectiva de conhecer um país asiático bem desenvolvido, organizado, com pessoas super simpáticas. Ou assim a gente achava. Ler mais

Dores do Camboja

“Manter você não é nenhum lucro, perder você não é nenhuma perda.” Frase do Khmer Vermelho.

Faltam palavras para expressar o sentimento após a visita aos Killing Fields de Phnom Penh. Eu, Guico e André deixamos o local mudos, pesados e pensativos. A imagem da Ásia geralmente é associada com praias, comidas picantes e um povo exótico, mas o passado da região é extremamente rico e doloroso.

O do Camboja cortou fundo. Ler mais

Com população de 90 milhões, território 30 vezes menor que o do Brasil, o Vietnã é um país comunista, complicado, desigual, energético, que tira a maioria dos viajantes da sua zona de conforto. Ao longo dos séculos, o povo lutou bravamente para manter a sua unidade e integridade. Definitivamente, é um país emblemático, que faz parte da memória coletiva da geração de nossos pais, quando notícias traziam os horrores da guerra na qual os Estados Unidos usaram toda a sua máquina destrutiva, mas perderam diante da determinação do povo vietnamita. Ler mais

Serei sincera. Eu e Guico não sabíamos muito sobre o Laos, muito menos sobre Luang Prabang, a terra descrita como “paraíso” pelo explorador francês Henri Munhout, que passou pela região em 1861 em uma expedição para abrir uma nova rota para a China. Esperávamos, talvez, uma Chiang Mai piorada. Algo como uma vila de camponeses sem recursos e com muito mosquito. A única parte que acertamos foi da necessidade de repelente.

No alto das montanhas enevoadas do norte do Laos, Luang Prabang corre ao lado do Rio Mekong e já foi a capital de um reino, Ler mais

Escrever sobre a Tailândia é difícil. Não que a gente não tenha coisa para contar, depois de 20 dias de paraíso, histórias legais não faltam… Mas é preciso um esforço desumano para levantar da espreguiçadeira na praia e vir escrever, mesmo quando o relógio aponta 20 horas. Ler mais

A primeira coisa que passou pela minha cabeça quando desembarcamos em Guilin foi, “agora sim estamos na China!” Apesar de Hong Kong ser considerada território chinês, a moderna e vibrante cidade-estado tem leis e costumes próprios, estampando um ar ocidental orgulhoso em suas inúmeras lojas fashion e arranha-céus de vidro. Enquanto em Hong Kong até a mais humilde faxineira fala um pouco de inglês, em Guilin nem os recepcionistas dos hotéis conseguem se comunicar bem.

A mudança de tom entre um país e outro ficou clara já no desembarque. Como as leis de imigração das duas cidades são distintas, tivemos que passar por alguns militares mal encarados para entrarmos no país. Ler mais

Conhecida por sua economia capitalista liberal e por seus arranha-céus de vidro, Hong Kong é uma cidade-estado cheia de vida. Com sete milhões de habitantes exprimidos em apenas 1.054 km², a população não tem outra opção senão sair de casa e esbarrar na multidão do lado de fora. E que multidão! De segunda a segunda, as ruas estão lotadas de pessoas que vem e vão das lojas 24 horas, que saem do metrô para trabalhar ou que param para comer em um dos milhares de restaurantes com letreiros coloridos.  Ler mais

Faces da Índia

Nós tínhamos acabado de receber a guirlanda de boas-vindas na estação e seguíamos o capitão, que tinha um bigode longo e vestia uma espécie de turbante, até nossa cabine. Decorada com cadeiras talhadas, lençóis típicos e com mais conforto do que a maioria dos hotéis que passamos, o quarto fazia jus ao nome do trem. Deixamos nossa bagagem e fomos explorar os outros vagões. Com dois restaurantes, SPA, academia e um atendente individual, a viagem de trem pela Índia não seguiria o padrão das histórias que ouvimos da maioria dos viajantes. E isso era ótimo. Para falar a verdade, o país não estava na lista dos favoritos do roteiro de volta ao mundo. Longe disso. Depois de escutar vários relatos sobre a falta de higiene, sujeira e extrema pobreza da região, eu não tinha ficado extasiada em passar por lá. Ler mais

Cinco meses na estrada… O tempo realmente voa. Já conheci tanto lugar bacana! Cada país mexe com você de um jeito diferente. Você é obrigado a sair da zona de conforto, a melhorar o jeito que se comunica, a questionar as mensagens que envia, e, no meio de tudo, acaba revendo o que realmente importa nesse mundão. É uma dança meio maluca, onde os passos nunca são conhecidos de antemão.

Apesar de já ter curtido muitos lugares diferentes, a primeira vez que me senti realmente em casa foi em Cape Town. Talvez tenha sido a praia, o tempo mais quente, as favelas cercando o centro, o mix de pessoas, ou a arquitetura mais moderna. Não sei. O fato é que a primeira coisa que me veio à cabeça depois de alguns passeios pela cidade foi: “eu moraria aqui.” Ler mais