5 vinhos brancos chilenos imperdíveis para trazer na mala!

Dando sequência à série de posts sobre o Chile, falarei hoje sobre vinhos brancos. Como mencionei no post sobre os 4 tintos chilenos imperdíveis, acho que os vinhos brancos chilenos merecem mais destaque do que os tintos pelas razões abaixo:

Os aromas e sabores são mais surpreendentes: Os tintos mais acessíveis do Chile costumam cair na vala comum em relação ao aroma e sabor. Obviamente existem opções que fogem à regra, porém, como as uvas Carmenere, Cabernet Sauvignon e Syrah são as mais usadas no país, os rótulos acabam apresentando aromas invariáveis de pimentão e madeira, além de serem geralmente “tânicos” na boca (aquela pegada que dá a sensação de boca amarrada). Já os brancos apresentam maior diversidade de aromas, sabores e intensidades, variando entre vinhos frescos, frutados e ácidos àqueles mais densos e amanteigados. Contarei mais detalhes lá na lista.

São relativamente beeeem mais baratos: O vinho tinto é, e sempre será, o carro chefe do consumo, com uma produção relativamente mais elaborada. Logo, são muito mais explorados, “marketeados” e precificados. Isso deixa espaço para excelentes vinhos brancos surgirem de mansinho com um excelente produto a um custo inferior. (Um exemplo, o vinho eleito como o melhor branco chileno de 2014 pelo Descrochados – leia mais sobre essa comunidade no final do texto – custa aproximadamente 13.000 pesos por lá, cerca de R$ 55, um valor baixo para garrafas de renome).

São mais fáceis de beber: Esse ponto vale para todos os vinhos brancos, não é mérito exclusivo dos chilenos. Por serem mais leves e frescos, muitas pessoas preferem esse tipo de vinho para consumir no dia a dia, sem grandes compromissos e preocupações, mas ainda assim, degustando a gama de aromas e sabores mencionada anteriormente. Faça o teste: beba os dois em um mesmo dia e comprove qual deles possui a maior “drinkability” (adjetivo relacionado à facilidade de se tomar uma bebida. Algo como “desce redondo”). Não é à toa que muitos homens escolhem o vinho branco quando querem impressionar as mulheres, é mais difícil de dar errado! 😉

Então, chega de blá blá blá e vamos aos 5 vinhos brancos imperdíveis para comprar no Chile!

1- Ventolera Sauvignon Blanc: É um Sauvignon Blanc sensacional! A Viña Litoral fica no Vale Leyda, muito próximo ao tradicional Vale Casablanca, sofrendo as mesmas influências deste último vale: os ventos fortes do Oceano Pacífico propiciam um sabor salgado, cítrico e mineral aos vinhos (o próprio símbolo da casa produtora é uma árvore contorcida pelo efeito dos ventos fortes). Lembro que o aroma tinha um pouco de pimenta branca e muita fruta, e a acidez não era tão alta como em outros sauvignon blancs, por isso gostei mais ainda! O único “porém” é que, dada sua produção limitada, a Viña Litoral é considerada uma vinícola boutique, o que pode dificultar na hora de encontrar o rótulo, somente vendido nas lojas El Mundo del Vino.

Preço no Chile: cerca de 15.000 pesos (algo como R$ 60-65)

Preço no Brasil: acho que ainda não chegou por aqui. A importadora Casa do Porto vende apenas o Pinot Noir da marca por R$ 149 (set/14)

Vinho Ventolera. Foto: Stricklywine

Vinho Ventolera. Foto: Stricklywine

2- Morandé Edición Limitada Sauvignon Blanc: Outro sauvignon blanc de acidez presente, mas discreta. Destaca-se mais pelos aromas de ervas e mel, sem deixar de apresentar muitos sabores frutados. Também é levemente amadeirado devido à passagem por barricas, o que lhe confere um bom potencial de guarda (se for de interesse, é claro. Se não for, é só abrir e beber!).

Preço no Chile: cerca de 15.000 pesos (algo como R$ 60-65)

Preço no Brasil: Atualmente não consta no site da Expand (importadora da Morandé no país), mas as demais varietais (ou tipos de uva) da linha “Edición Limitada” custam entre R$ 117 e R$ 134 (set/14).

Vinho Morande. Foto: Vivino

Vinho Morande. Foto: Vivino

3- Casa Marin Sauvignon Blanc Cipreses Vineyard: A Casa Marin é uma vinícola relativamente nova, com pequenas produções, mas que já vem se destacando no mercado. O sauvignon blanc proveniente do vinhedo Cipreses é muito bacana, contendo muitas notas de frutas tropicais e, mais uma vez, sem aquela acidez exagerada. Um senhor vinho branco! E o melhor: ainda traz um pouco do salgado do Pacífico! Também pode haver uma dificuldade em encontrá-lo devido aos baixos volumes de produção, mas vale a busca! Detalhe, em 2013 esse foi o vencedor do Descorchados na categoria de melhor vinho branco chileno.

Preço no Chile: cerca de 17.000 pesos (algo como R$ 70)

Preço no Brasil: Indisponível em setembro no site da Zahil (importadora deles no Brasil), mas considerando os outros vinhos da vinícola na mesma loja online, ele deverá passar de R$ 200.

Vinho Casa Marin. Foto: Vinhoparatodos.

Vinho Casa Marin. Foto: Vinhoparatodos.

 4- Montes Alpha Chardonnay: Eu sou fã de chardonnays. Ponto. Obviamente que isso influenciará muito as avaliações. Apesar de os vinhos anteriores serem sauvignon blancs, naturalmente mais ácidos, tenho preferência por vinhos um pouco mais adocicados (essa é normalmente a principal diferença entre os SBs e os Chardonnays). No entanto, como os vinhos citados acima têm uma acidez bem controlada, entraram para a minha lista de recomendações. Geralmente apostas em chardonnays são mais seguras para o meu gosto. (É só lembrar da minha recomendação no primeiro texto: em qualquer lugar do mundo, um bom vinho é aquele que você gosta!)

O Montes Alpha Chardonnay é uma opção sem erro: encorpado e estruturado, e ainda assim, frutado e aromático. Como bons chardonnays, ele apresenta as usuais notas cremosas e amanteigadas, porém com um potencial de evolução na guarda, já que teve passagem por barricas. Muito, mas muito bom mesmo! Ah, e a garrafa ainda apresenta os sabores surpreendentes resultantes da brisa do Pacífico.

Preço no Chile: cerca de 11.000 pesos (algo como R$ 44)

Preço no Brasil: R$ 107 no site da Mistral (set/14)

Vinho Montes Alpha Chardonnay.  Foto: Cozinha Travessa

Vinho Montes Alpha Chardonnay. Foto: Cozinha Travessa

5- De Martino Viejas Tinajas Muscat: Serei mais breve sobre este rótulo porque ainda não o experimentei, mas o De Martino foi o vencedor de uma das categorias de vinhos brancos do Descorchados 2014. Feito com a uva moscatel, o vinho é envelhecido em tinajas (recipientes ovais de argila), uma maeira antiga de se fazer vinho. Segundo o enólogo da casa produtora, ele possui aromas de lichia, limão e outras frutas, mas também é bem floral. Na boca ele é supostamente doce (uma característica da uva moscatel), o que proporciona um contraste interessante. Com certeza irei atrás dele!

Preço no Chile: a atual safra (a primeira, diga-se de passagem) deve ter evaporado com a premiação do Descorchados, então não consegui encontrá-lo. Mas a próxima provavelmente custará algo como 13.000 pesos (cerca de R$ 55).

Preço no Brasil: R$ 101 no site da Decanther.

Vinho De Martino Viejas. Foto: Enoeventos

Vinho De Martino Viejas. Foto: Enoeventos

*Descorchados é uma comunidade online de apreciadores de vinho do Chile, Argentina e Uruguai que constantemente avalia os vinhos de seus mercados através de pontuações. Anualmente um relatório (ou guia) é publicado apresentando os resultados. Esta é considerada uma excelente referência para os vinhos latinos.

 

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