Tudo o que você precisa saber para escalar o Kilimanjaro

Depois de lerem o relato sobre minha subida ao Kilimanjaro, uma das sete montanhas mais altas de cada continente, algumas pessoas me pediram mais informações sobre a aventura. Por não ser uma escalada técnica, teoricamente qualquer um em boa forma física pode encarar a montanha, desde que faça uma boa pesquisa e se prepare para o desafio. Para ajudar futuros viajantes, compilei as informações que pesquisamos quando decidimos nos arriscar até o pico, a 5.895 metros acima do nível do mar, como parte da nossa viagem de volta ao mundo.

COMPARAÇÃO DAS ROTAS DISPONÍVEIS PARA SUBIDA

Há sete trilhas de subida, a diferença entre elas é a quantidade de dias necessários para chegar ao topo, a dificuldade do terreno e o tipo de infra-estrutura disponível (camping improvisado vs chalés rústicos para dormir, banheiros, mesas para refeições etc.)

rotas escalada Kilimanjaro

1- Rota Mangaru

Uma das rotas mais populares, a Mangaru é a que oferece o terreno mais fácil, sendo escolhida por quase 40% de todos os hikers (talvez daí venha seu apelido, “coca-cola route”). Por lá estão os abrigos mais confortáveis (os tais chalés rústicos em estilo dormitório, acampar é proibido) com iluminação fornecida por painéis solares e refeitórios comunitários.

Se você é um hiker inexperiente, considere a Magaru com carinho, já que ela está classificada como uma caminhada moderada de declive gradual, pelo menos até o último acampamento.  Mas não se deixe levar por sua fama, a rota está longe de ser moleza. Apenas 25% dos visitantes conseguem alcançar o cume, um número bem inferior em relação a outras rotas.  Porque uma taxa tão baixa? Primeiro pelo despreparo da maioria dos turistas que confundem “rota mais fácil” com “é muito fácil”, segundo pelo curto tempo de aclimatação no último trecho de ascensão, com certeza o mais desafiador. Depois de cobrir uma diferença de 1.000 metros de altitude no último dia de caminhada, só é permitido descansar algumas horas no último acampamento (é proibido dormir por lá) antes de sair novamente à meia-noite para subir mais 1.200 m de altitude. Not good.

A vantagem é que apesar de ficar um pouco lotada em determinadas épocas do ano, as paisagens são lindas, passando por diferentes zonas climáticas que tornam a ascensão mais interessante. A partir de Gillman (considerado o primeiro cume, a 5.685 metros) a caminhada vai beirando a cratera do extinto vulcão, passando por geleiras espetaculares e penhascos de gelo, até chegar ao pico Uhuru, o ponto mais alto do Kili coberto pela neve eterna, a 5.865 metros. Outro aspecto positivo é o custo. Por não oferecer camping, não é necessário alugar o material para acampar (mais um carregador para levar tudo montanha acima), diminuindo o valor total para a rota.

1a zona climática do Kili: floresta tropical

1a zona climática do Kili: floresta tropical

Quantidade de dias necessários: 6 dias e 5 noites (engloba subida e descida)

Custo: US$ 1.391 por pessoa (orçamento feito com a Wild Things Safari, que contratamos e gostamos, em 2012.) As cotações para todas as rotas incluem as taxas do KINAPA (Kilimanjaro National Park), 1 guia, 1 cozinheiro, 4 carregadores, 3 refeições por dia, água potável, chá e café, todo o custo de acomodação (acampamento ou “chalés”) com exceção dos sacos de dormir, transfers ida e volta da montanha para o hotel base e taxa de resgate.

Na Marangu há locais de descanso com mesas e "banheiros" em alguns pontos

Na Marangu há locais de descanso com mesas e “banheiros” em alguns pontos

Chalés Rústicos ou Cabanas de descanso Kilimanjaro

Chalés Rústicos ou Cabanas de descanso Kilimanjaro

Video do Guico mostrando nossas “Luxuosas” Acomodações no Kili:

2- Rota Machame

A rota se tornou a preferida entre montanhistas experientes – 50%  escolhem a Machame – pela grande variedade de habitats que proporcionam vistas maravilhosas.

A Machame também é conhecida como “whiskey route”, dada a sua reputação como uma subida dura, o oposto da Marangu. Contrastando com o declive gradual e os chalés da “coca-cola route”, os alpinistas na Machame percorrem trilhas íngremes durante longas distâncias e dormem em barracas.

Realmente, a escalada neste percurso é mais difícil em alguns aspectos. Mesmo assim, a taxa de sucesso é superior em relação à Marangu, pois há a possibilidade de optar por um itinerário com um dia extra, com bastante tempo para se recuperar e aclimatar antes da saída para o cume. (Mais de 60% dos alpinistas chegam a Gillman, e mais de três quartos alcançam a borda da cratera.)

Quantidade de dias necessários: 7 dias e 6 noites (já com o dia extra, englobando subida e descida)

Custo: US$ 1.677 por pessoa (cotação com a Wild Things Safari em 2012)

Acampamento Kilimanjaro. Já imaginou o frio?

Acampamento Kilimanjaro. Já imaginou o frio?

3-Rota Rongai

A Rongai é a única rota que usa a face norte, perto da fronteira com o Quênia, para chegar ao topo do Kilimanjaro. Já a descida é feita pela Marangu, possibilitando apreciar ambos os lados da montanha. Embora venha se tornando mais popular entre os hikers por seu terreno pouco acidentado (parecido com a Maragu), a Rongai ainda apresenta um baixo tráfego de visitantes.

Este é o percurso preferido por aqueles que procuram uma alternativa à lotada Marangu, ou que sobem durante a estação chuvosa (o lado norte recebe pouca precipitação). Embora a paisagem não seja tão cênica, a Rongai é uma das melhores rotas para ver animais selvagens.

Nela há também chalés rústicos e, no último dia antes da saída para o cume, só é preciso ascender algumas centenas de metros, sobrando bastante tempo para descansar e se aclimatar.

Com um bom guia, as chances de alcançar Gillman são de 80 a 90%  e para completar o percurso até o pico Uhuru, de 70 a 80%. (Se você tem experiência, a taxa de sucesso para o pico da neve eterna salta para 90%.)

Quantidade de dias necessários: 7 dias e 6 noites (engloba subida e descida)

Custo: US$ 1.547 por pessoa (cotação com a Wild Things Safari em 2012)

No acampamento Horombo (3.720 m) olhando o cume da neve eterna lá em cima.

No acampamento Horombo (3.720 m) olhando o cume da neve eterna lá em cima.

4-Rota Shira

Shira começa a oeste do Kilimanjaro para, em seguida, juntar-se à  Machame. Assim, todas as considerações sobre esta última rota também se aplicam à Shira. A diferença é que o primeiro trecho da trilha é percorrido de carro até o Shira Gate, localizado a 3.500 metros, onde a caminhada começa. Este é um ganho de altitude enorme para alguém que dormiu em Moshi na noite anterior, o que pode acarretar em complicações por falta de aclimatação.

O percurso leva no mínimo seis dias, embora sete sejam mais recomendados. A descida é feita pela rota Mweka, no sudeste. Devido ao custo extra de transporte para cobrir a grande distância entre o ponto de partida e Moshi, esta é uma das trilhas mais caras. Mesmo assim, Shira é uma rota belíssima e com baixo tráfego até encontrar com a rota Machame, sendo ideal para aqueles confiantes na sua capacidade de se acostumar rapidamente com a altitude, bem como de andar por caminhos íngremes por períodos prolongados.

Quantidade de dias necessários: 7 dias e seis noites (engloba subida e descida)

Custo: Não cotamos.

Lindo nascer do sol que presenciamos no Kili

Lindo nascer do sol que presenciamos no Kili

5-Rota Lemosho

Não muito tempo atrás, havia apenas duas rotas principais utilizadas para escalar o Kilimanjaro: o percurso Marangu (Coca Cola route) e a rota Machame (Whiskey route). Todavia, com o crescimento da indústria do turismo na Tanzânia, o governo local resolveu criar mais acessos ao pico mais alto no continente africano, incluindo a rota Lemosho.

Esta é a trilha queridinha dos operadores de renome, devido à sua beleza, baixo tráfego e alta taxa de sucesso. Assim como em Shira, a rota começa a oeste, encontrando Machame posteriormente. Com oito dias (sete noites) na montanha, as chances de alcançar o “teto da África” são bem altas, em torno de 90%. Entretanto, vale mencionar que o percurso é projetado somente para pessoas fisicamente aptas e com alguma experiência em montanhismo/hiking.

Quantidade de dias necessários: 8 dias e 7 noites (engloba subida e descida)

Custo: US$ 1.892 por pessoa (cotação com a Wild Things Safari em 2012)

6-Rota Umbwe

Umbwe é considerada a rota mais desgastante e desafiadora do Kilimanjaro. Por isso, ela só é escolhida por hikers fortes e experientes, confiantes em sua capacidade de se acostumar com a altitude, já que a ascensão é feita rapidamente, não fornecendo as etapas necessárias para a aclimatação. Embora o tráfego durante o trajeto seja muito baixo, as chances de sucesso também são.

Quantidade de dias necessários: de 6 a 7 dias (engloba subida e descida)

Custo: Não cotamos.

7-Rota Mweka

O caminho mais curto até o cume da montanha é hoje somente utilizado para descida.

Guico no último acampamento - Kibo (4.700m) Kilimanjaro

Guico no último acampamento – Kibo (4.700m) Kilimanjaro

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

Sua bagagem deve pesar no máximo 15 kg e de preferência estar acomodada em uma mochila macia (sem rodinhas e estruturas duras), pois ela ainda será colocada dentro de um saco à prova d’água e levada montanha acima pelo poter, o carregador contratado (geralmente equilibrada na cabeça, como as antigas lavadeiras). Durante o dia, você caminhará com uma mochila pequena de ataque com itens como água e lanches. Qualquer bagagem indesejada ou mala de viagem pode ser deixada em seu hotel base em Moshi.

Carregando a mochila da Tone, nossa companheira de viagem, no Kilimanjaro

Carregando a mochila da Tone, nossa companheira de viagem, no Kilimanjaro

Você precisará levar:

-Farmacinha com pomada anti-bolhas, remédio anti-náusea, remédio para dor de cabeça (aspirina é recomendada, pois também ajuda contra o mal da montanha), bandaids, remédio para desconforto gástrico como Luftal e Buscopan (o primeiro sintoma de problemas com a altitude) e Imodium contra diarreia.

-Itens de higiene/cuidado pessoal: filtro solar, manteiga de cacau (ou equivalente) para os lábios, baby wipes (lembre que em alguns acampamentos não há chuveiros e nem papel higiênico) e shampoo/sabonete etc. em tamanho mini, para diminuir o peso carregado.

-Para a cabeça: óculos escuros, gorro para o frio, boné/chapéu para o sol, lanterna de testa para a subida ao pico (começa à noite) e baterias extras para a mesma.

-Lanches calóricos e pequenos para comer enquanto caminha (barras de chocolate são ótimas)

-Roupas: Como a temperatura oscila bastante na montanha, é bom levar várias camadas e ir ajustando (colocando ou tirando) aos poucos (meias finas e grossas, uma calça de trekking impermeável leve e outra grossa – talvez de esqui – para a subida ao pico, quando a temperatura fica em -10 graus C, casacos leves e outro grosso etc.). Resumindo, você precisará de um mínimo de três camadas quentes para a parte superior do corpo durante a noite e para a subida ao cume.

– Jaqueta corta-vento e à prova d’água (e outra bem quentinha para o cume, como mencionado anteriormente).

– 2 pares de luvas (1 fina, 1 grossa).

-Para dormir: saco de dormir (que se adapte ao calor e frio intenso), meia calça grossa ou ceroula para esquentar à noite.

-Outros: sacolas plásticas para tudo o que você quer que fique seco (bem importante, pois depois que algo fica úmido, não seca, precisando ser colocado perto do fogo da “cozinha”, deixando um cheiro esquisito), máquina fotográfica, toalha seca-rápido (comprada em lojas de esportes de aventura), canivete (sempre útil), touca balaclava (capuz que só deixa os olhos à mostra), gaiters (uma espécie de polaina impermeável que protege a canela e a bota das pedras e da chuva/neve), bastões de caminhada (imprescindível para a descida e para o cume, quando os joelhos já estão exaustos!), toe warmers (pacotinhos ou adesivos que ao serem abertos, reagem quimicamente esquentando seu pé. Perfeito para a tentativa ao cume, quando a temperatura está por volta de -10 oC) e capa de chuva.

Calma que não precisa sair comprando tudo! A maioria das agências que organizam o passeio aluga o equipamento necessário. Coloquei alguns preços do aluguel abaixo para referência (foram cotados com a Wild Things Safari em 2012, referem-se ao custo para a escalada inteira para uma pessoa).

US$ 20 – botas de trekking (melhor comprar, para estarem moldadas a seu pé)

US$ 10 – Gaiters (um par)

US$ 15 – Calças quentes

US$ 10 – Jaqueta de chuva

US$ 10 – Calças para chuva

US$ 10 – Balaclava

US$ 10 – Lanterna de Testa

US$ 15 – Luvas (um par)

US$ 10 – Bastão de caminhada (uma peça)

US$ 30 – Saco de dormir

Vestido para o cume, a 5 mil metros de altura (com mil roupas para aguentar a temp de -10 graus)

Vestido para o cume, a 5 mil metros de altura (com mil roupas para aguentar a temp de -10 graus)

Os carregadores são super heróis! Carregam tudo na cabeça e sobem bem rápido!

Os carregadores são super heróis! Carregam tudo na cabeça e sobem bem rápido!

MAL DA MONTANHA E MEDICAMENTOS

O “mal da montanha” é uma síndrome causada pela incapacidade do organismo de se adaptar com rapidez à redução do nível de oxigênio no ar em altitudes elevadas. Há muitos sintomas diferentes, mas os mais comuns são dores de cabeça, tonturas, náuseas, perda de apetite ou dores de estômago, formigamento nos dedos das mãos e dos pés, e leve inchaço da face, tornozelos e dedos.

Mesmo tomando todas as precauções, a maioria dos hikers passa por algum desses incômodos, que não são graves e geralmente desaparecem dentro de 48 horas. O Guico – meu marido, companheiro de viagem e médico particular – explicou que os sintomas são atribuídos à má circulação sanguínea ou ao extravasamento de líquidos para partes do corpo onde não deveriam existir tais fluidos. O quadro mais grave acontece quando estes líquidos causam um inchaço do cérebro (edema cerebral), ou afetam a cavidade do pulmão (edema pulmonar).

Por isso, é de extrema importância seguir as orientações de subida para evitar maiores problemas e ficar atento às indicações de edemas, que são: fortes dores de cabeça combinadas com uma grande perda de equilíbrio e tonturas para o edema cerebral, e tosse com expectoração avermelhada/rosa para o edema pulmonar. Ambas condições são seríssimas e podem levar rapidamente à morte, a menos que (e esta é a única cura) haja uma descida imediata e rápida da montanha (que no Kili é feita em uma maca com rodinhas empurrada pelos carregadores. Não há helicóptero de resgate ou cilindros de oxigênio por lá.)

Resgate: olha como a pessoa era levada para a base da montanha

Resgate: olha como a pessoa era levada para a base da montanha

O melhor jeito de driblar o mal da montanha é com uma boa aclimatação, que é alcançada com os seguintes passos:

1- Bebendo Bastante Água: O recomendado é de 4 a 5 litros por dia. A ingestão de líquidos melhora a circulação e a maioria das outras funções corporais. Via de regra, se sua urina estiver clara, você provavelmente está ingerindo o suficiente.

2- Caminhando beeeem devagar: Seu guia repetirá a cada instante, “Pole Pole!”, que em Swahili significa “devagar, devagarinho!”. A menos que você esteja encarando uma subida muito íngreme, sua respiração deve manter o mesmo ritmo como se você estivesse andando tranquilamente pela rua de casa! E lembre-se, para cada 1.000 metros aproximados de ascensão na montanha, passe uma noite na nova altitude.

Além dos cuidados acima, muitos hikers também tomam outros medicamentos:

-Aspirina (não tomamos): Ajuda a “afinar o sangue” (ou inibir a coagulação), assistindo à aclimatação.

– Diamox ou acetazolamida (nós tomamos): Permite que você respire mais rápido, metabolizando mais oxigênio, o que minimiza os sintomas causados ​​pela má oxigenação. Esta função é especialmente útil à noite, quando a capacidade respiratória é diminuída. Uma vez que o remédio demora um pouco para fazer efeito, é aconselhável começar a cartela 24 horas antes de subir a montanha, e continuar a tomá-lo por pelo menos cinco dias em situações de altitude elevada. A recomendação da Clínica Médica da Associação de Resgate do Himalaia é de 125 mg duas vezes por dia (de manhã e à noite), embora a dose padrão seja de 250 mg. Possíveis efeitos colaterais incluem formigamento dos lábios e nas pontas dos dedos (que nós sentimos!), embaçamento da visão e alteração de gosto (estes não sentimos). Os efeitos secundários podem ser minimizados com a dosagem reduzida de 125 mg. (Obs: Diamox é uma sulfonamida, ou seja, pessoas alérgicas à sulfa não devem tomá-la.)

MELHOR ÉPOCA PARA ESCALAR O KILIMANJARO

É só olhar a tabela abaixo para escolher a melhor época de viagem! Nós fomos em janeiro. tabela Kilimanjaro

OUTROS CUSTOS QUE TIVEMOS

  • Hospedagem antes e depois da subido ao Kilimanjaro (Hotel Park View Inn): US$100 por pessoa no total.
  • Voo ida e volta de Dar es Salaam para Moshi (cidade base do Kili) com a Precision Air: US$320 por pessoa
  • IMPORTANTE: Apesar de a agência dizer que a gorjeta para a equipe de apoio (guia, cozinheiro e carregadores) é opcional, este item na verdade é praticamente obrigatório, uma vez que o salário dos mesmos vem das propinas (o parque somente repassa US$ 1 para os trabalhadores do Kili). Se prepare, pois o custo é relativamente alto, entre 5 e 10 dólares por dia por indivíduo (geralmente a gratificação para o guia é um pouco mais alta do que para o resto da equipe), e pode ser paga em dólares ou em shillings (se puder pague na moeda americana, pois o dinheiro é tão desvalorizado na Tanzânia, que o pagamento terá que ser feito com maços e maços de notas, já que US$ 1 = 8.315 shillings).
O Kilimanjaro visto da base

O Kilimanjaro visto da base

 

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12 comentários em “Tudo o que você precisa saber para escalar o Kilimanjaro

  1. Oi Letícia!
    Não sei como não conhecia o “Giros por Aí!” ainda!
    Venho pesquisando há anos cada blog de viagem internacional, atrás de informações para montar roteiros para outras pessoas, e agora que estou montando a minha Around TW trip, encontrei essa página… E ESTÁ SENSACIONAL!
    Já voltei aos primeiros posts e estou lendo cada um individualmente. Minha rota é parecida com a sua em muitos pontos, então tem sido uma fonte excepcional de informações!
    Muito obrigado pelo trabalho, o blog está muito bom. Qualidade de fotos excelente!
    Bom, vou continuar viajando com vcs aqui, até chegar minha vez!
    Grande abraço

    • Nossa, Gui, que comentário legal! Fico feliz em poder te inspirar/ajudar! O que eu mais amo na vida é isso: viajar! Quando vc começará a viagem? Ficará um ano fora? Se precisar de alguma coisa, é só falar!!! Às vezes tenho alguma info que ainda não está escrita aqui! Super bjo!

  2. 🙂
    Então, ainda não tenho datas.
    Não sei quando, não sei como, e nem com que grana, só sei que vou e to aprontando há alguns meses meu roteiro, mas ainda demora ficar pronto, pq estou montando quase que exclusivamente com transporte público, e muitas áreas remotas, quase todo na África/AmLatina/Sudests Asiático… então o trabalho atrás de informações precisas tem sido um pouco difícil.
    Já estou seguindo a comunidade no facebook tb.
    Sim, sim! Vou voltar e voltar aqui sempre!
    To viajando na sua viagem ainda! hahahaha
    Um beijo e continue postando! Esse espaço está muito bom!

    • Boa sorte no planejamento!!!! Essa parte também é muito gostosa! Será que não compensa pegar uma passagem de volta ao mundo? Pelo menos para a parte África-Ásia? Transporte público na África é realmente bem complicado. bjão e boa sorte!

  3. Oi,
    Gostei muito dos seus comentários sobre o Kilimanjaro, são sucintos e inspiram confiança. Estou pensando em ir em janeiro de 2016, mas minha dúvida está sendo sobre a contratação da agência. Você contratou lá na Tanzânia mesmo? Ou não?
    Abraços
    Gisele

    • Oi, Gisele! Na verdade contratei uma agência da Tanzânia, mas paguei tudo quando estava no Marrocos! É que eu estava no meio da minha volta ao mundo, então fiz todo o planejamento e pagamento no meio da viagem. 😉

  4. Oi Leticia, muito bom o seu relato! 🙂

    Mas o Kilimanjaro não é umas das 7 montanhas mais altas do mundo. Mas está na lista das 7 montanhas mais altas de cada continente!

  5. Pingback: Destino África: 5 razões para ir para Tanzânia | Chicken or pasta?

  6. Ola Leticia!
    poderia me dizer quais camisetas de “hiking” vc recomendaria? Vou fazer a trilha inca de 3 noites em novembro e estou em duvida com relação a isso…Obrigada

    • Olá, Ana! Não fiz a trilha inca e o Kili tem um clima bem diferente… Mas é sempre bom levar roupas em camadas… Uma camiseta dry fit, um casaquinho e assim por diante. bjos

      • Sim , estava pensando mesmo em comprar as dry fit , o problema que as da Nike não tem tratamento antiodor e eu suo bastante 😕 Mesmo assim obrigada

        Enviado do meu iPhone

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