Minhas 5 maiores aventuras ao redor do mundo

Adoro aproveitar as viagens para fazer atividades de aventura. A adrenalina, o medo, o inusitado ficam para sempre na memória! Minhas top 5 aventuras ao redor do mundo foram:

1- Mergulhar com tubarões brancos na África do Sul:

Agendei um tour que me levou até a baía de Gansbaai, perto da Cidade do Cabo, conhecida pela presença de tubarões, focas e baleias. Para avistar o senhor dos mares, teríamos que ficar submersos em uma gaiola, enquanto um marinheiro tentava atrair os tubarões jogando uma sopa de restos de peixe no mar, juntamente com uma isca com pedaços maiores de peixe. Antes do mergulho, vestimos um macacão completo de neoprene, que era a única maneira de aguentar a temperatura fria da água.

De cima do barco é mais fácil ver o temível tubarão branco se aproximando da isca sorrateiramente, com o corpo completamente submerso (nada de barbatanas para fora d’água como golfinhos). Quando descíamos para a gaiola, a história era outra. Na água congelante, a visibilidade era de apenas dois metros, permitindo avistar o tubarão somente quando ele estava literalmente na frente do nosso nariz. O guia gritava, “tubarão vindo pela direita, mergulhem!” E nós nos concentrávamos debaixo d’água para não perdermos a oportunidade. Depois de umas três jogadas de isca, o tubarão achava tudo aquilo muito tedioso e ia embora, e nós ficávamos tremendo (de frio e de medo) a esperar o próximo tolinho que cairia no nosso blefe.

(A África do Sul é cheia de coisas legais para fazer. Para saber mais, leia o relato completo.)

Recebendo uma visitinha do tu tu barão

Recebendo uma visitinha do tu tu barão

E o tubarão quase morde a isca!

E o tubarão quase morde a isca!

Um pequeno tubarão de quase 3 metros chegando

Outro pequeno tubarão de quase 3 metros chegando

2- Ver um vulcão em erupção bem de perto na Itália

Cheguei à Catânia na Sicília com um plano audacioso: subir o Monte Etna, o vulcão ativo considerado o mais alto da Europa e um dos mais altos do mundo. Foi debaixo dessa imponente montanha, inclusive, que Zeus prendeu o terrível monstro Tifão na mitologia grega. Algo parecia estar mesmo expelindo sua raiva no Monte Etna.

Para chegar ao topo, pegamos um ônibus até a base (1923 metros de altitude), um teleférico até 2500 metros e por último uma van até a parte visitável da primeira cratera, a 2920 metros acima do mar. Dá para fazer o trajeto do teleférico andando, o que leva umas duas horas no terreno instável feito de dejetos do vulcão. Como estava muito frio (lá em cima a temperatura cai para 2 a 4 graus Celsius), resolvemos fazer o percurso do jeito mais cômodo e descer a pé só quando o sol estivesse mais forte. Foi nossa sorte. Como chegamos mais cedo, pudemos presenciar o nervosismo da montanha, que nesse dia apresentava atividades vulcânicas incomuns.

É uma sensação indescritível ver tamanha força da natureza. Etna cuspia fogo, fumaça e lava por uma abertura lateral do lado direito. Seu poder ia crescendo visivelmente enquanto disputávamos o melhor lugar para as fotos com os jornalistas. Fomos os primeiros e últimos turistas permitidos no topo naquele dia. Saímos em tempo de ver a lava escorrendo pela montanha e a fumaça engordar e se confundir com as nuvens no céu. Realmente um espetáculo sem igual.

(Quer saber mais sobre o sul da Itália? Leia aqui.)

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A lava descendo pela montanha

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E eu bem perto da erupção!

Aviso de perigo no vulcão Monte Etna

Aviso de perigo no vulcão Monte Etna

3- Escalar uma das montanhas mais altas do mundo na Tanzânia, África:

Observando o Kili da entrada do parque, eu tinha impressão que a montanha mais alta da África se divertia com os milhares de turistas e alpinistas que ali se preparavam para tentar alcançar seu cume, a 5.895 metros acima do mar. Embora a subida do Kilimanjaro possa ser feita inteiramente a pé, a empreitada está longe de ser fácil. São 6 dias de caminhada em ar rarefeito e condições precárias: sem chuveiros depois do primeiro acampamento e com “banheiros” que já devem  ter sido usados para arrancar confissões de prisioneiros.

Uma média de 10 turistas por ano morre tentando escalar o Kilimanjaro. A estatística não engloba carregadores e outros profissionais que sucumbem na montanha. Durante nosso trajeto, presenciamos dois resgates feitos com uma maca com rodinhas, onde a pessoa é transportada às pressas pelos guias montanha abaixo. Não adianta esperar resgate aéreo por lá, já que o helicóptero mais próximo fica no Quênia.

Nos últimos mil metros de ascensão (do último acampamento até o topo, a aproximadamente 5.800 metros de altura), vimos vários trilheiros vomitando e cuspindo sangue, sinais graves do mal-da-montanha. A 5.400 metros, quase quatro horas de escalada depois de deixarmos a última base, comecei a sentir uma leve dor de cabeça. Diminuí o ritmo, mas não teve jeito.  Faltando 185 metros até o primeiro ponto do cume, o equivalente a mais ou menos uma hora de caminhada, comecei a sentir náuseas. Foi o fim da escalada para mim. Acabamos chegando ao acampamento segundos antes de eu deixar meu jantar do lado de fora do dormitório.

(Leia mais sobre essa experiência aqui.)

Resgate: olha como a pessoa era levada para a base da montanha

Resgate: olha como a pessoa era levada para a base da montanha

Banheiro do terror (e esse nem era o pior!)

Banheiro do terror (e esse nem era o pior!)

A 5 mil metros de altura (com mil roupas para aguentar a temp de -10 graus)

A 5 mil metros de altura (com mil roupas para aguentar a temperatura de -10 graus)

4- Me espremer em túneis subterrâneos minúsculos no caving na Hungria:

“É fácil, estique seu braço direito para cima e o esquerdo para baixo, aí você consegue segurar em alguma pedra para te ajudar a sair. E vire a cabeça para o lado, ou não caberá na passagem. Vamos lá, é só empurrar seu corpo com os pés!” Me sentindo uma minhoca por não poder usar os braços apertados contra o túnel, empurrei com os pés até conseguir passar pelo buraco na rocha e agarrar alguma pedra do outro lado com a mão direita, agora livre. Puxei o corpo para fora e passei as instruções para a próxima pessoa do outro lado do túnel. “Você é corajosa, sempre tenta primeiro,” disse o guia do caving. Corajosa ou maluca, não sei, só adoro me desafiar. E a trilha subterrânea de Budapest, onde você passa em total escuridão por dentro de cavernas e fendas minúsculas, algumas com meros centímetros, era um desafio e tanto. Eu adorei, mas algumas pessoas do meu grupo tiveram crises claustrofóbicas.

(O relato inteiro da viagem por Budapest está aqui.)

O caving é feito no escuro

O caving é feito no escuro

Passando por fenda minúscula na rocha

Passando por fenda minúscula na rocha

5- Saltar do pêndulo mais alto do mundo na Nova Zelândia:

No meu último dia em Queenstown, resolvi me despedir da Nova Zelândia experimentando um dos orgulhos da cidade, o pêndulo mais alto do mundo. O canyon swing é algo indescritível. Você despenca de uma altura de 130 metros, ficando alguns segundos em queda livre, até ser puxado em um arco gigante de 300 metros. Não tem como não gritar, rir, tudo ao mesmo tempo. Acho que um vídeo é melhor que mil palavras, né? Então aqui está ele:

 

(Leia mais sobre a viagem para a Nova Zelândia aqui.)

fear1 - Cópia

 

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