6 Dias em Fernando de Noronha: o paraíso é aqui!

Nos EUA há um ditado que diz que as pessoas com certeza viajarão para te encontrar somente em dois eventos na vida, para seu casamento ou seu funeral. Uma vez que só o primeiro é programável, muitos americanos aproveitam para fazer o famoso Destination Wedding, escolhendo outras cidades e até países para proclamarem o aguardado “Sim!”. Eu sou fã dessa iniciativa! Quer desculpa melhor para viajar e conhecer um lugar novo? Por isso, quando recebemos o convite de casamento de um amigo que faria seus votos em Fernando de Noronha, ficamos extasiados. Não só participaríamos de um momento super especial, mas teríamos a oportunidade de conhecer um dos destinos mais famosos do Brasil.

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Aumentando um pouquinho a expectativa da viagem, no dia em que chegamos à ilha, saiu uma reportagem contando que a Baía do Sancho foi eleita a melhor praia do mundo em uma votação do Trip Advisor. A concorrência era alta, com mais de 300 praias em 42 países. Estávamos empolgadérrimos, mas também com medo de nos frustrarmos. Já vimos lugares incríveis em nossas viagens e tínhamos receio de que Noronha perdesse na inevitável comparação com outros paraísos praianos que já visitamos em nossa volta ao mundo, como Fiji, Tailândia e as Ilhas Perhentian na Malásia.

Logo no avião dá para ver que a ilha pode manter o posto de um dos lugares mais bonitos do mundo de cabeça erguida. Sentado do lado esquerdo da aeronave, a vista das encostas, do mar azulão e dos Dois Irmãos (o cartão postal mais famoso de Noronha) é escandalosa (o lado direito vê só o oceano).

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Avistando Noronha do lado esquerdo do avião

Já a chegada na cidade não é assim, uma beleza. Nem tanto pela rodoviária aérea (afinal, quem se importa com isso estando no paraíso?), mas pelas taxas a serem pagas ao governo pernambucano. A primeira é a Taxa de Preservação Ambiental de aproximadamente R$ 44,00/dia para quem fica por volta de uma semana. Sem ela não é possível nem sair do aeroporto (para evitar as filas, efetue o pagamento online e leve o comprovante impresso). Como o valor a ser pago depende do total de dias na ilha, caso você decida sair antes do período programado, terá direito à restituição da diferença antes de voltar para o continente. Da mesma forma, se resolver prolongar a visita, a quantia referente à permanência extra será cobrada no dia do embarque (o pagamento pode ser feito à vista, com cheque ou cartões de crédito). Lembrando que também é necessário ter reserva de hospedagem prévia para poder sair do aeroporto.

Desde setembro de 2012 há uma segunda taxa a ser paga, ou melhor, um ingresso de R$ 75,00/pessoa para o Parque Nacional Marinho, que vale por 10 dias. Apesar da primeira taxa ter um nome pomposamente ecológico, o montante não contribui para preservar o parque marinho, indo para o bolo do orçamento distrital que é usado somente na manutenção “urbana”. Essa descoberta me espantou, uma vez que a infraestrutura por lá ainda é precária; não há muitas calçadas, as placas de trânsito estão enferrujadas, a segunda bomba para dessalinização da água do mar que abastece a ilha estava estragada e as ruas de pedras caindo aos pedaços.

Não adianta tentar escapar, para fazer os passeios mais legais, que são realizados dentro da área do parque nacional (tours de barco, mergulhos, plana sub, algumas trilhas específicas e Navi), você precisará do tal ingresso que pode ser adquirido com dinheiro ou cartão de crédito em três locais: no Centro de Visitantes da pracinha do Projeto TAMAR na Vila do Boldró (mais perto do aeroporto); na praça do Restaurante Flamboyant na entrada da Vila dos Remédios (o “centrinho” de Noronha); e no PIC Golfinho-Sancho, no acesso às trilhas do Mirante dos Golfinhos e do Mirante do Sancho. Também é possível pagar o valor online, porém achamos mais prático resolver essa questão na chegada, para pegarmos o mapa da ilha junto com a carteirinha de acesso ao parque.

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Mapa Geral de Fernando de Noronha

Com a questão burocrática resolvida, recomendamos agendar o Ilha Tour para o primeiro dia cheio da sua hospedagem. Esse é um dos passeios mais completos e bacanas de Fernando de Noronha! O bom de agendá-lo primeiro é que você faz um reconhecimento quase completo da ilha, o que facilita decidir em quais praias vale passar mais tempo.  O tour sai às 8h da manhã, percorrendo 85% da parte terrestre, incluindo as praias mais famosas (Sancho, Cacimba do Padre, Baía dos Porcos, Buraco da Raquel, Praia do Leão e Baía do Sueste), passando pelo famoso Mirante da Baía dos Porcos (a foto mais clicada em Noronha) e com tempo de sobra para fazer snorkel nos pontos mais disputados, a Baía dos Sanchos (cheia de tartarugas) e do Sueste (reduto de tubarões). Como estávamos em um grupo pequeno, ainda mergulhamos na Baía dos Porcos (circulando os famosos “peitinhos”) e no Porto, onde há um naufrágio. O passeio inclui uma parada para o almoço (custo à parte) na Cacimba do Padre, lugar perfeito para provar o famoso peixe assado em folha de bananeira na beira da praia (R$ 60,00 para duas pessoas). Só peça o prato antes do snorkel, pois o tempo de preparo é meio longo. Sair do mar exausto e encontrar o almoço praticamente servido não tem preço!

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Praia do Sancho

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Vista do Mirante Dois Irmãos: foto clássica

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Guico na Praia do Boldró

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Vista da “Casa do Gerson” na Praia do Boldró

Fechando o dia com chave de ouro, o tour faz sua última parada no Forte São Pedro do Boldró, onde estão as poucas ruínas do forte em formato de um polígono trapezoidal com três baterias construído por volta de 1.757, hoje o point mais disputado para ver o pôr do sol. A vista é estonteante! Compre uma cerveja na tenda do forte, ou uma tapioca em um dos ambulantes da área, e aconchegue-se na grama sem pressa. Não só porque o espetáculo pede para ser apreciado com calma, mas porque depois do dia cheio, suas pernas não lhe darão outra opção.

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Pôr do sol perfeito no Forte do Boldró

Antes que nossos corpos desistissem da gente de vez, tomamos um banho rápido e fomos jantar no Xica da Silva, um bistrozinho charmoso na Floresta Nova, bem em frente ao trevo da Vila dos Remédios. Pedimos o prato “Sinfonia da Ilha,” um ensopado de frutos do mar servido na panela de barro, bem farto e saboroso. O ápice da noite, no entanto, foi a sobremesa, um mil folhas de tapioca com recheio de queijo coalho, cobertura de goiabada e sorvete de coco para acompanhar. Divino! Para os padrões da ilha, o preço do Xica está na faixa média para alta. O jantar com sobremesa, água e cerveja ficou em R$ 215 para duas pessoas, incluindo gorjeta e o desconto de 10% do “Mais Noronha” (explicado no final do texto).

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Meu jantar chegando no Xica: tudo é fresco MESMO

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Sobremesa maravilhosa: mil folhas de tapioca

Com a latinha de Skol a R$ 7,00 e um picolé de fruta da Kibon a mais de R$ 6,00, comer por aqui dói no bolso. Depois de alguns dias, porém, encontramos algumas opções mais budget friendly, principalmente para o almoço. Na Vila dos Remédios, esquina com a BR-363, fica o restaurante Ousadia, que oferece self-service por quilo das 12h às 15h com comida caseira simples (R$ 44,88/kg). Outras opções baratas são a Toca da Tapioca, a mais saborosa e bem recheada que provamos (não aceita cartão), e a loja do Mundo Verde ao lado, onde funciona o Raízes de Noronha que tem PFs por R$ 30,00 e um açaí com cupuaçu ou sorvete de tapioca que é a sensação dos surfistas. Mais no centrinho, em volta da praça da Vila dos Remédios, também há outras lanchonetes espartanas com sanduíches entre 12 e 18 reais.

Nós fazíamos lanches mais baratos no meio do dia para aproveitarmos os restaurantes mais bacaninhas à noite, que são vários! O Varanda, localizado na Vila dos Trinta, tem um ambiente aconchegante com uma pequena varanda para a praia, servindo pratos nordestinos e de frutos do mar com uma roupagem mais contemporânea. Nós recomendamos o polvo no leite do coco, que estava macio e suave (entrada, prato principal, água e garrafa de vinho para duas pessoas = R$ 215, com gorjeta e o desconto de 10% do “Mais Noronha”). Já no Du Mar, no final da rua do projeto TAMAR, a especialidade é a moqueca baiana (a mais completa custa R$ 129 e serve três pessoas). Há também o famoso Festival Gastronômico do Zé Maria (buffet por R$ 150/pessoa sem bebidas às quartas e aos sábados), que acabamos não experimentando. Só não gostamos de dois restaurantes, o Cacimba Bistrô, que apesar de ser do mesmo chef do Varanda, serviu pratos carregados no alho e com carne de sol dura, e o do hotel Maravilha, onde a comida até estava gostosa, mas demorou e fomos tratados mal (o lugar é esnobe e parece só servir bem quem se hospeda por lá, o que é ainda mais triste quando você gasta R$ 324 por um jantar para o casal).

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Galera jantando moqueca no Du Mar

Depois do ilha tour, outro programa imperdível é o passeio de barco que cobre o arquipélago de ponta à ponta. A visita de golfinhos durante o trajeto e os panoramas espetaculares para fotos perfeitas são garantidos! Depois de uma pesquisa, escolhemos a Trovão dos Mares (ou o antigo “Passeio da Marlene”), que oferece o passeio mais completo da ilha (R$ 160,00 à vista, ou R$ 170,00 no cartão de crédito). Nele, estão inclusos o tour em si, um delicioso almoço e 30 minutos do imperdível Plana Sub, sem dúvida a atividade mais empolgante que fizemos na viagem! O plana é um mergulho de reboque em apneia, onde você usa uma máscara de snorkel e segura uma prancha transparente amarrada à popa, enquanto o barco dá voltas pela baía do porto. Com o material, é possível ver toda a vida marinha de perto, flutuando na superfície da água ou usando a prancha para descer até os corais mais ao fundo. É praticamente um mergulho de cilindro sem toda aquela parafernália! Em meia hora, conseguimos ver uma tartaruga, uma arraia-manteiga enorme, um cardume de arraias-chita e vários peixes multicoloridos. Tinha ficado faltando só uma foto com o “tu tu barão”, mas como faríamos a trilha curta do Atalaia no sábado, antes do casamento, não estávamos preocupados.

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No Catamarã esperando os golfinhos

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Os golfinhos ficavam nadando e brincado bem perto do barco

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Cada paisagem!

Existem várias trilhas em Noronha com tamanhos e níveis de dificuldade diversos, porém todas com aquele visual cênico maravilhoso. A mais procurada sem dúvida é a trilha do Atalaia, que tem um percurso curto de 30 minutos até a Praia do Atalaia e outro de mais ou menos 3 horas e meia (4km) pela costa do mar de fora (o literal mais agitado, virado para a África). Ambos trajetos precisam ser agendados no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBIO – próximo ao Projeto TAMAR na Vila do Boldró), e não têm custo, embora para o mais longo recomenda-se a contratação de um guia (mais ou menos R$ 55,00). A maioria dos turistas escolhe somente a trilha curta para poder nadar na piscina natural da Praia do Atalaia, berçário de peixes e tubarões. Como o lugar é um ecossistema importante e frágil, só são admitidas aproximadamente 100 pessoas por dia na maré baixa (em grupos de, no máximo, 16) que podem mergulhar por 30 minutos. O controle é rígido, o que garante a beleza do local. Usar filtro solar e repelente é proibido, bem como tocar no fundo do arrecife (todos precisam usar colete flutuante). Ali, fechamos a lista dos animais marinhos que mais queríamos ver, nadando com tubarões filhotes e um jovem de 1,20 metros.

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Chegando na Praia do Atalaia

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Outra piscina natural (porém pequena) conhecida como Buraco do Galego na Praia do Cachorro

A única furada que fizemos na viagem foi a caminhada histórica pelo centro da Vila dos Remédios. A proposta parecia interessante, visitar as ruínas enquanto aprendíamos mais sobre o passado conturbado da ilha, que já foi colônia holandesa (1629-1654), esteve em poder dos franceses (1736-1737) e foi usada como presídio político por sete anos (1938-1945), quando toda a vegetação nativa foi desmatada para evitar que os presos se escondessem ou construíssem jangadas. O problema é que nosso guia falava muito rápido, não passava informações realmente relevantes, gastando o tempo com piadinhas idiotas e fofocas pop. Foram os 50 reais/pessoa mais doloridos que já pagamos. Para quem tem vontade de conhecer a parte histórica de Noronha, recomendamos caminhar sozinho pela Vila dos Remédios, lendo as placas explicativas, e depois procurar alguma explicação adicional no Google. Só não deixe de ir ao Forte de Nossa Senhora dos Remédios, a ruína mais bem preservada da época, hoje um ótimo mirante para admirar o entardecer que ainda não foi descoberto pela turistada.

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Igreja Nsa. Senhora dos Remédios no Centro Histórico

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Canhão na frente da Administração do antigo presídio

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Na janelinha do Forte

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Forte Nossa Senhora dos Remédios

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Vista do forte do lado esquerdo

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Vista do Forte do lado direito

Mas nós presenciaríamos um pôr do sol ainda mais especial e exclusivo na Capela de São Pedro dos Pescadores, no topo do morro com vista para a baía do porto, esperando os noivos, Thiago e Natalie, chegarem. O céu claro e o mar azulado emolduravam a capelinha, como em um filme. Os noivos estavam lindos, vestindo cores claras e um sorriso contagiante. A celebração do amor do casal continuou noite adentro na varanda do Mergulhão, um dos melhores restaurantes da ilha, que encantou os convidados com os cubos de queijo coalho com mel e capim limão, o ceviche em lâmina de batata doce, os bolinhos de carne seca ou de bobó de camarão e o peixe com farofa de banana. Para terminar a noite, a banda local, Samba Depois da Missa, deixou o pé da galera inchado de tanto dançar forró e samba. Foi um dia perfeito, de extrema felicidade tanto para os noivos, como para os sortudos convidados que participaram de um momento tão especial no paraíso.

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Eu e Guico esperando a noiva.

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Os noivos na capelinha

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A celebração do casamento

Como eu disse lá no começo, já visitamos muitos lugares idílicos ao redor do mundo, praias de areia branca, mar turquesa e com uma rica vida marinha.  Fernando de Noronha não fica para traz nos atributos. Aliás, arrisco dizer que a ilha tem um quê a mais: alma própria. Sim, Noronha encanta por sua beleza e preservação (não se vê lixo, como em algumas lindas praias estrangeiras), mas é sua personalidade única – meio pernambucana, meio outra coisa – que te conquista de mansinho e faz você não ter vontade de ir embora. É muito fácil esquecer a vida lá fora e ir ficando, como muitos turistas têm feito irregularmente, enfeitiçados pelas paisagens espetaculares, pelo calor do povo, ou pelas mil atividades de férias (impossível fazer todas em uma primeira viagem). Arrumar as malas foi difícil, mas sabemos que, quando voltarmos, Noronha nos receberá de sorriso aberto.

OUTRAS INFORMAÇÕES:

  • Indo do aeroporto até sua pousada: Os táxis na ilha são os mais caros que já pegamos. Andamos 1,1 km da Vila dos Remédios até um restaurante próximo e pagamos R$ 15,00! O melhor então é checar se sua pousada oferece transfers gratuitos (a maioria tem). Caso esse não seja o caso e você não tenha malas muito grandes, os micro-ônibus locais são uma boa opção (há somente uma linha que percorre os 7 km da BR-363, do Porto à Praia do Sueste, passando pelo aeroporto.). A passagem custa R$ 3,00, com paradas geralmente a cada 30 minutos, dependendo se a gigante frota de 2 ônibus estiver 100% operante.
  • Circulando pela ilha: Além dos ônibus citados acima, a maioria dos turistas aluga um buggy. O mini-carro é prático, mas requer cuidados (houve um acidente feio enquanto estávamos por lá e a polícia faz blitz de rotina para evitar motoristas embriagados).  O preço médio da locação/dia é de R$ 150 (para o modelo mais básico, com motor de Fusca. Também há o motor de Gol e de Santana), mas negocie o valor se for alugar por vários dias. Fica fácil conhecer as atrações principais a pé para quem se hospeda na Vila dos Remédios, Vila do Trinta e Floresta Nova, porém as distâncias podem limitar a quantidade de lugares visitados em um dia para aqueles com pouco tempo em Noronha. Para quem gosta de pedalar, a Dog Bike aluga bicicletas na Vila dos Remédios. Quando for fazer os passeios, não se preocupe com o transporte, todos os operadores buscam o hóspede nas pousadas.
  • Ilha Tour: Há várias empresas que fazem o passeio na ilha, mas recomendamos a Noronha Passeios (na Vila dos Trinta, 81 3619-0219). Além de termos adorado o dia, eles foram os operadores mais baratos que encontramos (R$ 90,00 em dinheiro ou R$ 100 no cartão, contra R$ 120 das outras companhias).
  • Mergulho com Cilindro: Mesmo quem nunca fez o curso pode fazer um scuba mais simples, chamado de “mergulho de batismo”. Nele, você desce com um instrutor até 15 metros com um tempo debaixo d’água de aproximadamente 30 minutos (o mais barato que achamos foi com a operadora Águas Claras, perto do projeto TAMAR, R$ 390). O custo do mergulho para aqueles com carteirinha sai por R$ 440 (2 mergulhos de 30 minutos até 20 metros).
  • Outras Atividades: Os mesmos operadores de mergulho/barcos organizam pescas em alto mar por um valor médio de R$1.800 (até 6 pessoas). Há também stand up paddle na Baía do Porto (R$ 80/pessoa por hora, negociável se tiver mais de um interessado) e lojas de aluguel de material de surf (as melhores praias são a Cacimba do Padre, onde ocorre o campeonato anual da modalidade, e a Praia do Boldró).
  • Hospedagem: Como praticamente não há pousadas na beira da praia, vale ficar na Vila dos Remédios para conseguir caminhar para a maioria das atrações e ter mais opções de restaurantes e serviços por perto. As acomodações na ilha são simples, mas a maioria dos estabelecimentos de preço mediano conta com ar condicionado, café da manhã e chuveiro com água quente. Nós ficamos em um “apartamento” separado da Pousada del Mares, o que foi ótimo, pois muitas pousadas oferecem quartos quase colados à recepção, ficando difícil dormir até tarde (pagamos R$320/diária pelo quarto duplo com um bom café da manhã).  Há opções de estadias mais em conta e mais luxuosas também. Para aqueles com orçamento apertadíssimo, e que ainda assim buscam um super visual em Noronha, ficamos sabendo que A Casa do Gerson, restaurante na frente da Praia do Boldró, começou recentemente a alugar quartos (o Gerson tem a única casa de frente para a praia em Noronha). Não sabemos como é a infra-estrutura por lá, mas a vista é estonteante (disseram que a diária fica em R$ 100, praticamente de graça para os padrões da ilha!)
  • Campanha “Temporada Mais Noronha”: A Secretaria de Turismo de Pernambuco em parceria com a Administração de Noronha lançou uma campanha para atrair turistas na baixa temporada, que vai de março a junho. Nesse período, as empresas participantes (pousadas, restaurantes e operadores de passeios) oferecem entre 10% a 30% de desconto. Além de procurar pelo selo “Mais Noronha” nos estabelecimentos, é bom sempre perguntar antes se a empresa participa da campanha, pois alguns lugares só concedem o desconto para “turistas avisados” (os que não perguntam, ficam de fora da promoção. Principalmente para as pousadas, já que a reserva/pagamento geralmente é feita antes do desembarque na ilha). Ao pagar a taxa do Parque Nacional Marinho, você também receberá uma lista com todos os participantes (não há nenhuma lista oficial divulgada online).
  • Noite/Baladas: Há três opções para quem quer sair à noite em Noronha. A mais agitada é o Bar do Cachorro, que toca Maracatu às segundas, forró às quartas e sextas, e samba/MPB aos sábados (por volta das 22 horas). Na pizzaria Muzenza, ao lado da igreja da Vila dos Remédios, tem MPB aos sábados e reggae/samba às quintas e aos domingos, também no mesmo horário. No restaurante O Pico acontece um samba aos domingos a partir das 21h.
  • Utilidades/Serviços: A voltagem na ilha é 220V. Só há um banco em Noronha, o Santander, que fica na Vila dos Remédios, mas há um caixa eletrônico no Projeto TAMAR na Vila do Boldró e outro no aeroporto. A maioria dos operadores de passeios, o mercadinho principal da Vila dos Remédios e quase todos restaurantes aceitam cartão de crédito. Farmácias, pontos de táxis, supermercados e outros serviços são mais facilmente encontrados na Vila dos Remédios. Se prepare, pois 3G aqui não existe e o wifi das pousadas é tão relaxado quanto o lugar em si.
  • Garrafa de Água Recarregável: A Econoronha, concessionária que administra os serviços públicos do parque marinho, criou uma iniciativa legal para ajudar a diminuir a quantidade de garrafinhas de plástico usadas na ilha. Eles vendem um squeeze de 750 ml por R$ 10 em um dos quiosques das áreas protegidas que já vem cheio de água potável e ainda pode ser recarregado mais duas vezes (no Sueste ou no Sancho, os pontos mais procurados para mergulho em Noronha). Como a garrafa mineral de 500 ml nos mesmos pontos custa R$ 5,00, o negócio não só salva o meio ambiente, mas também o seu bolso.
  • Itens para Levar na Mala: Não esqueça o repelente, pois a muriçoca, um espécie de pernilongo sempre presente na ilha, é implacável. Leve também bastantes saídas de praia (você ficará o dia inteiro nelas), tênis (para as trilhas), filtro solar, remédio para enjoo (vimos muitos passarem mal no passeio de barco) e, caso tenha, material básico de mergulho (o aluguel da máscara, snorkel e pé de pato fica em R$25,00/dia.)

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8 comentários em “6 Dias em Fernando de Noronha: o paraíso é aqui!

  1. Olá! Primeiramente grato por linkar meu blog. Parabéns pelo lindo blog. Ótimas informações e lindas imagens. O casamento parece ter sindo incrível, hein? Muito legal! Um abraço! 🙂

    • O casamento foi maravilhoso mesmo! Estou reformulando o blog, vou incluir minha viagem de volta ao mundo também! Daqui a pouco o face estará ativo (vi que vc curtiu lá!). bjos!

  2. O lugar é tão lindo que parece pintura!! Não posso deixar de conhecer!

  3. Pingback: As 5 mais belas praias ao redor do mundo! | Giros Por Aí

  4. Excelentes dicas.
    Na verdade, com tantos detalhes é praticamente uma prestação de serviço… rsrsrsrs.
    Me ajudou bastante em minha viagem à Fernando de Noronha. Também fiquei 6 dias com a minha esposa. Preferimos não fazer o passeio ilha tour e optamos pela locação de moto, seguindo a dica do Raphael Ferreira, postada em http://www.trilhaseaventuras.com.br/roteiro-de-6-dias-de-moto-em-fernando-de-noronha/
    Fiquei também na pousada Del Mares. Excelente localização, quarto com TV SKY HD com todos os canais Telecine e HBO abertos, excelente café da manhã, translado do aeroporto-pousada e vice-versa.
    Estive lá de 03 à 10/11/15 e o preço de algumas coisas mudou:
    1- Taxa de Preservação Ambiental= R$51,40.
    2- Ingresso para o Parque Nacional Marinho= R$89,00
    3- Ilha tour: R$150,00.
    4- Passeio de catamarã + almoço + plansub = R$230,00.
    5- Aluguel de Buggy(ou Bugre)= R$150,00/diária.
    6- Aluguel de moto(Bros)= R$100,00/diária.
    Tudo lá é muiiiiiiiito caro. Só pra se ter uma ideia, 1 litro de gasolina no único posto da ilha estava à R$5,60.

    Valeu. []

      • Por nada.
        Ah! Esqueci de comentar que não consegui visitar a praia do Atalaia. Atualmente, além de permitirem apenas 100 pessoas por dia, divididas em pequenos grupos ao longo do dia, não há mais a possibilidade de ser inserido na visitação caso alguém listado venha a faltar. Disseram que estava gerando muitas confusões entre visitantes e guias. Só pra ter ideia, fui dia 05/11 para marcar a visita e só tinha horário disponível para o dia 10/11, que infelizmente era o dia da minha saída da ilha. Quem for por conta própria, sem ser por agência de viagens, e ficar de 3 a 4 dias terá uma grande possibilidade de não conseguir agendar a visita a praia do Atalaia. A dica é assim que chegar, antes de qualquer coisa, ir no ICMBIO agendar esta visita.

        Abraço.

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