Amsterdam No Carnaval – 1a Parte

(O ” I Amsterdam” fica na Museumplein)

Minha fórmula para essa época do ano é carnaval = viagem. Bloquinhos, globeleza, escola de samba, fantasias… Tudo é secundário. Não que eu não curta algumas dessas coisas, mas para mim, viajar – mesmo que para um lugar que não tenha nada disso – é mil vezes superior a ficar em Curitiba (ou nas praias de sempre) só para curtir o tal espírito carnavalesco.

Nesse ano ainda tive dois incentivos extras para passar o feriadão do outro lado do Atlântico. Meu marido avisou que não teria carnaval por causa dos plantões (ficar em casa assistindo desfile de escola de samba pela TV deve ser causa séria de suicídio), e o site dos Melhores Destinos anunciou uma mega promoção de passagens para Amsterdam, cidade que não conhecia. Nada mais óbvio, então, vir sambar por essas bandas.

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A arte está em todo lugar na cidade…

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…principalmente nas paredes!

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Arte e bicicleta, duas coisas típicas daqui

Amsterdam é linda. E no final de fevereiro, nem é tão fria assim. As tulipas estão começando a aparecer por causa da primavera que se aproxima e as pessoas estão sempre na rua porque… Bem, porque é Amsterdam, a cidade pequena mais agitada do mundo. Com vários museus, baladas, vários dos infames coffeeshops de canabis, mercadinhos ao ar livre e lugares charmosos para beliscar alguma coisa, muitos europeus vem passar o final de semana por aqui. Ou seja, se você pensa em visitar a cidade, agende sua acomodação com antecedência e não esquente se as diárias forem mais caras para os finais de semana.

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Os vários canais que cortam a cidade são demais!

Antes de pisar na cidade, também recomendo comprar um Holland Pass, um cartão de descontos para os museus e atrações principais. Comprando pelo site, há 5% de desconto, e você pode buscá-lo no aeroporto, ou na estação central de trem, assim que chegar. O cartão para visitar cinco atrações custou 49,40 euros online, uma economia de 33 euros, caso eu decidisse visitar os mesmos lugares separadamente (você pode fazer cinco passeios de graça, ganha desconto para outros tantos, e ainda leva um passe de 24 horas para o transporte público).  Aqui tem algumas informações extras sobre o cartão e o quanto você economiza nas atrações.

Acho que gastei a sola inteira da minha bota andando por Museumplein, o bairro dos museus, e por De Pijp, uma região hip da cidade, no meu primeiro dia. Como Amsterdam tem mais de 50 museus, selecionei aqueles com mais história local e temas que acho mais interessante. Adorei o museu do Van Gogh, especialmente com o áudio guia (5 euros) que relacionava as obras expostas à vida do artista. Com fome depois de algumas horas de história, resolvi seguir uma dica do meu querido Anthony Bourdain e provar a culinária surinamesa do restaurante Warung Spang Makandra (Gerard Doustraat, 39. De Pijp). Oi, culinária daonde? Sim, como ex-colônia holandesa, a cultura do Suriname, principalmente sua cozinha rica em sabores afro-caribenhos, continua fazendo parte da vida dos holandeses, mesmo após a independência do país em 1975. Além de barata (o prato mais caro custa 10 euros), a comida estava deliciosa, preparada daquele jeito caseiro que faz toda diferença. Para fazer a digestão, uma boa pedida é dar uma volta pela Gerard Doustraat, que tem várias lojinhas e restaurantes interessantes (o Bagel e Beans é ótimo para um cafezinho) ou pelo Albert Cuyp, o maior mercado aberto da cidade com mais de 300 tendas, inclusive várias de chocolates e queijos artesanais que são de comer chorando!

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A foto não está boa, mas o “Prato Especial” do Spang Makandra era uma delícia!

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A agitação do mercado Albert Cuyp

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E uma das maravilhosas tendinhas com chocolate artesanal

Voltar para museus de arte depois dessa comilança não ia ter jeito, então resolvi continuar na linha dos comes e bebes, emendando uma visita à Heineken Experience, um museu interativo da marca onde você fica sabendo mais sobre a história e o processo de produção dessa cerveja (e toma uns copinhos de cortesia no final, porque ninguém é de ferro). Claro, o negócio é bem comercial. É para ser, né? Ou você acha que a Heineken gastaria essa grana todo com o lugar para falar de outra coisa? Mesmo assim, curti a experiência, principalmente como um passeio para o final do dia, quando os pés e o cérebro não estão mais tão a fim de trabalhar.

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Parte da visita à Heineken

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…também parte da visita! Rs

Para terminar um dia tão legal, só uma balada, certo? Não no meu caso. Contrária à fama da vida noturna em Amsterdam, minha primeira noite na cidade foi tranquilíssima. Sei lá porque, eu tinha encasquetado de ir para Bélgica cedo no dia seguinte. Estava meio sem planos, só sabia que iria para Gent, e talvez de lá para Brugges, ou outra vila medieval por perto. Mas, nada é à toa. O instinto é fonte de grande sabedoria, e as horas bem dormidas foram muito bem utilizadas em uma das viagens mais legais e espontâneas que já fiz… E que conto depois para vocês, pois acabei de pisar novamente em Amsterdam e preciso dormir um pouco para voltar a ser uma pessoa quase normal. Até.

 

OUTRAS INFORMAÇÕES:

  • Hospedagem: Como estava viajando sola, preferi ficar em um hostel, sempre uma boa opção para poder conhecer outras pessoas. O problema é que o Stayokay estava hospedando umas 20 excursões escolares, definitivamente fora do meu “age bracket”. Mesmo assim, o albergue tem uma boa estrutura, com ótimo café da manhã (frutas, cereal, pães, frios, café com leite, chá e sucos), bar, informações e agendamento de passeios, lockers e lavanderia. Para mim a melhor vantagem ainda foi a sua localização. Situado de frente para o parque Vondelpark em uma rua calma do bairro Leidseplein, conhecido por seus restaurantes e vida noturna, a região ainda é super próxima dos principais museus (dá tranquilamente para ir andando). Outra opção diferente é ficar hospedado em um Houseboat, um barco-casa que foi muito usado para driblar a falta de espaço para construção de moradia antigamente. Hoje muitos viraram acomodações para turista. Tem para todos estilos e bolsos, é só fazer uma busca no hostelworld.com, booking.com e afins.
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Entrada do Vondelpak

  •  Como ir do aeroporto ao centro: Logo no desembarque em Schipol, há máquinas amarelas onde você pode comprar o ticket para a Direct Rail Line, um trem que sai do aeroporto e vai direto para estação central de trem de Amsterdam (caso não consiga, ou prefira um “atendimento humano”, há guichês de compra de tickets também, é só perguntar nos guichês amarelos de informações ao turista dentro do aeroporto). Do lado de fora da Central Station, estão as várias linhas do Tram GVB que irão te levar ao seu destino final, é só pedir directions ao seu hotel (dá para comprar o ticket do tram – 2,80 euros por corrida – lá dentro). Um outro jeito mais direto, que descobri na volta, é pegar o ônibus Conexxion 197 (5 euros). Ele sai da frente do aeroporto e em 30 minutos está na cidade (no meu caso, em Leidseplein, onde ficava meu hotel)
  • Transporte Público em Amsterdam: Apesar do tram, o trenzinho que corta a cidade, ser super eficiente e até barato (2,80 euros por corrida, ou 7,60 pelo cartão de 24 horas), andar pelas ruas é uma ótima maneira de conhecer sua arquitetura, admirar seus canais e descobrir uma lojinha encantadora escondida em algum beco. Os holandeses também costumam andar de bicicleta, e você pode alugar uma em seu hotel, ou em alguns outros pontos da cidade (11 euros/dia em meu hostel).
  • Comida das Outras Colônias: O rijsttafel, uma invenção colonial holandesa que reúne pratos de toda a Indonésia, também vale ser experimentado. O prato é uma verdadeira atração em si, com dezenas de tapas onde você pode provar uma grande variedade de receitas da ex-colônia. Além dos outros restaurantes espalhados pela cidade, uma boa pedida é ir ao recomendado Tujuh Maret.
  • Outros Cartões de Desconto de Amsterdam: A cidade oferece outros cartões de desconto além do Holland Pass, os mais famosos sendo o I Amsterdam Card e o Museum Card. No entanto, depois de uma boa pesquisa, achei o Holland Pass superior (confirmado no uso no dia a dia da viagem).

 

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