Primeiro dia em Ouro Preto: Born to Be Uai!

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Nossa viagem para Ouro Preto começou com um rally inusitado. Como a cidade histórica fica somente a 137 km de Confins, resolvemos alugar um carro no aeroporto e ir seguindo o Google Maps. Só que o aplicativo estava se sentindo aventureiro naquele dia, e nos mandou fazer o trajeto pela Estrada Real, 1.600km de trilhas criadas na época da coroa que conectavam as províncias auríferas ao porto da antiga capital carioca.

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Marco da Estrada Real

Nosso Fiesta 1.0 quase desmontou na estrada de chão batido. Mesmo assim, o caminho confirmou um pensamento, “se perder faz bem.” Além da bela paisagem, encontramos a vila de São Bartolomeu, um minúsculo distrito com ruas de pedra e construções barrocas pequeninas. O mais engraçado é que, além de ter nos enviado por uma estrada alternativa, o Google Maps marcou a cidade de Ouro Preto como estando no meio do nada. “A 300 metros, você chegará ao seu destino.” Só que o destino era esse aí ó:

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Leticia pulando de alegria no marco de Ouro Preto do Google Maps

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São Bartolomeu

No entanto, mais uns 11km (dos longos) à frente, estaria a antiga Vila Rica da época imperial. Chegamos a Ouro Preto no fim da tarde e fomos logo perambular pela cidade. Sem perceber, acabamos fazendo um pequeno tour gastronômico. Depois de passear pelo Mercado de Pedra Sabão do Largo do Coimbra, onde vários artesãos vendem objetos decorativos feitos desse material, paramos para fazer um lanche. O Cantinho do Pão de Queijo, logo após a Praça Tiradentes na Rua Barão de Camargos, anunciava o famoso pãozinho com vários recheios. Pedimos dois, um com queijo minas e outro com linguiça, achando que provaríamos uma variação do pão de queijo recheado que conhecíamos. Quase caímos para traz quando as pequenas bolas de futebol sabor queijo chegaram. Eram verdadeiros sanduíches!

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Mercado Pedra Sabão

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Praça Tiradentes

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Guico e as bolas de queijo recheadas

Depois da primeira orgia, seguimos pela rua principal da cidade, a Conde de Bobadela, (também conhecida como Rua Direita), uma ladeira de paralelepípedo apinhada de bares, lojas de joias e artesanato, docerias e restaurantes. Quase no meio da rua, fica o Armazém Vila Rica que alicia turistas distraídos com suas prateleiras e vitrines abarrotadas de doces em compotas, barras e balas. Impossível não sair de lá com algum docinho.

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Rua Bobadela ou Rua Direita no Centro

Do outro lado da rua, encontramos um ótimo barzinho para terminarmos o primeiro dia de aventuras mineiras. O Escada Abaixo fica no porão do Café Geraes, tem uma decoração legal e ainda oferece uma carta imensa de cervejas artesanais e importadas. Enchemos o copo com duas bebidas típicas, o Guico com uma cerveja artesanal local, a Ouropretana, e eu com uma cachacinha Canarinho, e fomos dormir cedo para encarar o circuito histórico que nos aguardava no dia seguinte.

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OUTRAS INFORMAÇÕES:

  • Aluguel de carro para Ouro Preto: Reservamos nosso Fiestas 1.0 com ar condicionado e direção hidráulica no site da Movidas (o mais barato na época). A diária ficou em R$ 80, valendo a pena mesmo se você for ficar em BH, já que o ônibus de Confins ao centro da cidade custa R$ 20,00/pessoa/trajeto (para um casal fica o mesmo que alugar um carro).
  • Ouro Preto é repleta de ladeiras de pedras (muitas já estão lisas com o desgaste), então é bom usar um tênis confortável.

 

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