Coisas que eu queria ter sabido antes da volta ao mundo: DICAS para quem planeja uma RTW

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Apesar de termos feito um monte de pesquisas sobre todo tipo de assunto antes de viajar, nada como se perder pelo mundo para te ensinar o que você realmente devia saber sobre uma volta ao mundo. Aqui vão algumas dicas que aprendemos dando cabeçada por aí e que não estão na maioria dos guias (o First Time Around The World do Rough Guide têm várias outras interessantes que adotamos):

– Dinheiro:

A melhor maneira de levar dinheiro em uma RTW (viagem Round the World) é a dobradinha cartão de débito recarregável + dólares em espécie + cartão de crédito como backup. O cartão recarregável serve de cartão de débito e para sacar na moeda local. O saque custa 2,50 dólares por transação, mas ainda é mais barato do que trocar dinheiro (as comissões são caríssimas) e pode ser feito em qualquer caixa eletrônico. É interessante se organizar para retirar o valor máximo a ser usado em determinado local (sem exageros, para não terminar a viagem com dinheiro inválido em outros países), minimizando a taxa de utilização da ATM.

Nós levamos um AMEX Global Travel (emitido pelo Itaú Personalité) e um VISA Travel Money (ligado ao Banco do Brasil), mas adianto que o American Express foi inútil como cartão de débito, já que poucos lugares o aceitam (com exceção dos EUA, onde ele passa em qualquer vendinha) e alguns ainda adicionam uma taxa para passar o cartão. Quanto ao VISA, a propaganda é verdadeira, ele realmente é aceito na maioria dos lugares. O problema com essa bandeira é operacional. Muitos estabelecimentos são filiados ao VISA, mas a máquina do cartão não está configurada para passar o VISA Travel Money, só o cartão de crédito regular. Além disso, em alguns países (como Espanha), não são aceitos cartões sem o nome impresso, o que é o caso dos cartões de débito recarregáveis. Por isso, é melhor sempre ter um pouco de dinheiro vivo à mão.

Os dólares (pelo menos mil em espécie) são utilizados para pagar vistos no aeroporto e como emergência, uma vez que todos os países trocam essa moeda. Falando em segurança, é importante levar um cartão de crédito brasileiro, previamente desbloqueado para compras internacionais durante o período em que você estiver fora. Acredite, tem horas em que tudo dá pau e esse cartão é seu único salva-vidas. Apesar da taxa intragável do IOF (6,38% no cartão de crédito contra 0,38% do cartão recarregável), ele ainda te tira de umas boas enrascadas. Além disso, sites de hotéis e albergues (hostelworld, agoda, hostelbookers etc) e de reservas de transporte (trens na Europa, ferries ao redor do mundo e empresas aéreas) solicitam um depósito online para confirmar o agendamento. Infelizmente, muitas vezes o cartão de débito não é reconhecido em pagamentos virtuais e há um maior risco de clonagem.

Se você já está planejando a sua RTW, a dica mais valiosa em relação ao dinheiro é: faça um cartão recarregável em dólares (ou em euros, caso você passe mais tempo na Europa do que em outros países) e carregue-o sempre que a moeda estiver baixa para compra. Você pode achar, como nós achamos, que é melhor deixar suas economias investidas em algum fundo e recarregar o cartão aos poucos, para que o dinheiro continue rendendo. O problema é que a taxa cambial do Brasil muda bastante, e a perda relacionada a um câmbio alto é maior do que o ganho com a maioria dos investimentos de curto prazo. Por exemplo, eu comprei minha passagem de volta ao mundo com o câmbio a 1,6 reais (5,5 mil dólares da passagem = 8,8 mil reais), mas terminei a viagem com o dólar a R$ 2,11. Ou seja, com o novo câmbio a passagem teria custado R$ 11.605. Se você tem 60 mil reais em um fundo, a média de rendimento mensal é de aproximadamente 400 a 600 reais, bem longe dos R$ 2.805 desembolsados para pagar a diferença de preço com o novo valor do dólar.

Mesmo assim, é bom saber que nem tudo são flores com o VISA Travel Money. O maior problema desse produto é a recarga fora do Brasil. O processo é incrivelmente arcaico: você tem que LIGAR para o banco e pedir para o funcionário colocar a quantia desejada no cartão. Não sei qual foi o energúmeno que achou que uma pessoa em viagens internacionais ligaria o celular (gastando horas de roaming), ou incomodaria alguém na recepção dos hotéis em horários esdrúxulos, para fazer transações comerciais. Além dos custos extras das ligações, há o desafio de comunicação, já que o banco só funciona durante dias úteis, das 10:00 às 16:30 horas (horário de Brasília), um grande desafio se você tenta, por exemplo, recarregar seu cartão da Austrália. Seja lá quem for essa pessoa brilhante, ele deveria ganhar o prêmio de idiota do século (respira, Letícia, respira!).

Em contrapartida, o AMEX ganha fácil no quesito facilidade de uso, permitindo que a recarga seja feita inteiramente online e em qualquer horário, o que é bem simples de fazer dos hostels, a maioria com wifi de graça. É uma pena realmente que pouquíssimos lugares ao redor do mundo utilizam a bandeira como débito ou crédito, ou já teríamos um monopólio de cartões recarregáveis AMEX (serviço 100% superior ao VISA).

Apesar de não cobrar taxas de saque, o Mastercard Cash Passport, serviço de cartão pré-pago da Master, é ainda mais restrito em relação às recargas. As mesmas só podem ser realizadas na agência aonde o cartão foi adquirido, ou via telefone, através do seu agente de viagem (mais um processo pensado por uma anta que nunca viaja). Ou seja, esse cartão só é útil para viagens curtas, onde recargas serão pouco utilizadas.

– Comunicação:

Para falar com o Brasil, usamos exclusivamente o Skype. Ele funciona relativamente bem com os wifi gratuitos dos albergues, desde que você não tenha que conversar por horas a fio (eventualmente a ligação acaba caindo). Também compramos crédito no mesmo para possibilitar ligações para números fixos/celulares em qualquer país, uma tecnologia muito útil para xingar negociar com os bancos brasileiros (vide recargas retardadas do BB), ou avisar que chegaríamos atrasados no hotel. Sabendo o que sabemos hoje, teríamos feito uma outra compra no Skype, o “número Skype” que funciona como um número de telefone normal, permitindo receber ligações feitas através de celulares ou telefones fixos. Como eu comecei a organizar meu casamento no meio da RTW, o número Skype teria sido útil para que fornecedores conseguissem retornar meus telefonemas, por exemplo.

Antes da nossa viagem de carro pela Austrália, resolvemos comprar no aeroporto um chip local que vinha com um plano de minutos nacionais e acesso à internet. Dinheiro jogado fora. Embora o iPhone estivesse habilitado para ser usado por diversas operadoras no Brasil e nos EUA, o dito cujo aparentemente não funciona com chips australianos. Se quiser adquirir um chip internacional, melhor esperar na loja do aeroporto até que seu celular esteja funcionando (eles dizem que demora mais ou menos 30 minutos). Uma vez fora da loja, eles não devolvem seu dinheiro a não ser que seja comprovado que o produto veio com defeito de fábrica.

É claro, o facebook também é uma ferramenta legal para manter contato com a galera em casa, mas é bom lembrar que em países como China, Irã, Paquistão, Uzbequistão, Síria e Bangladesh seu acesso é bloqueado (assim como alguns blogs e conteúdos gerais na internet).

-Tecnologia:

Acreditamos que fizemos uma boa escolha ao colocar um netbook, um HD externo, um pendrive e nossos iPhones na mala. O netbook foi crucial para baixar fotos, guardar documentos (cópias digitalizadas do passaporte e cartões de crédito), fazer transações mais seguras (os computadores dos hostels são cheios de vírus) e acessar sites bancários, uma vez que alguns exigem que você registre o computador utilizado nos caixas eletrônicos antes da viagem. Aliás, mesmo registrando nosso netbook, tivemos problemas com o Banco do Brasil (sim, ele de novo!) que bloqueava nosso acesso e senha eletrônica sem maiores motivos. Mais uma razão para comprar créditos no skype: você vai precisar falar com seu procurador (no nosso caso, a Santa Dona Mara, mãe do Guico), para que ele possa resolver a situação com o banco.

O HD externo foi nosso anjo da guarda contra problemas inesperados no computador, bem como guarda-costas oficial das milhares de fotos preciosas, planilha de custos e outros documentos. No meio da viagem, enquanto aproveitávamos a deserta ilha de Paje, na Tanzânia, o netbook simplesmente apagou, antes das fotos da África terem sido passadas para nosso site de segurança na net.  Sem o backup no HD, o estrago poderia ter sido grande. Outra função legal para o aparelho: videoteca. Um alívio para aquelas horas em que você só quer ficar de bobeira no hotel comendo uma pipoca.

Já o pendrive serve quase que exclusivamente como ferramenta de impressão (cartões de embarque, vistos do Camboja e da Austrália e documentos solicitados no Brasil), limitando visitas à internet cafés. Por alguns trocados, os hotéis realizam qualquer impressão necessária, porém é melhor usar um pendrive para evitar a desformatação, comum em anexos enviados por email. Apesar de essa não ser uma tecnologia indispensável, ela foi muito útil para resolver questões de trabalho do Guico e imprimir contratos relacionados a nosso casamento.

Como alguns aeroportos, vários restaurantes e a maioria dos hostels oferecem wifi de graça, o iPhone acaba virando um mini computador portátil, um mais prático de ser carregado para os quatro cantos. O celular também funciona como backup do netbook (foi o que usamos para checar o email na Tanzânia, quando o computador pifou) e como telefone mesmo, já que seu microfone é mais potente em ligações via Skype.

Outra razão para levar o iPhone em viagens são os aplicativos. Usamos bastante o Converter para obter cotações das variadas moedas, bem como apps dos sites de hostels e do trip advisor, que além do guia de cidades, usa sua localização para mostrar atrações, restaurantes e hotéis próximos. Há vários outros aplicativos direcionados a viajantes (algumas opções nesse link), mas esses foram os que achamos mais interessantes.

Antes de sair com o iPhone pelo mundo, no entanto, é bom bloquear a conta com a sua operadora. Inicialmente o bloqueio só pode ser feito para seis meses, porém seu procurador pode renová-lo por mais seis meses se necessário. Assim, você evita o cancelamento do contrato (com multas dolorosas) e a perda do número. Quando voltar para casa, é só solicitar o desbloqueio em alguma loja e o celular volta a funcionar em apenas algumas horas dentro do plano contratado pré-viagem.

– Indo de um lugar a outro:

Uma grande dúvida durante a viagem é como ir de uma cidade a outra dentro do mesmo país ou de países vizinhos. É claro, a resposta varia bastante. Ônibus e trens oferecem paisagens interessantes e aviões, rapidez. Se sua decisão, no entanto, depende de custo, é melhor pesquisar os três modos antes de escolher um meio de transporte. Pode parecer estranho, mais muitas vezes o avião sai mais barato. É só digitar no Oráculo Google “best way to go from X to Y,” e parte da resposta aparecerá nos milhares de fóruns de viagens disponíveis (também vale para pontos dentro da mesma cidade, como ir do aeroporto até o centro).

Depois de pesquisar opções terrestres, nós sempre digitamos em inglês “companhias aéreas lowcost do PaísX”. Na China, por exemplo, a C trip oferece passagens aéreas mais em conta que qualquer opção de trem. Na Nova Zelândia e Austrália achamos várias passagens da Jet Star por 30 dólares. Também viajamos de Lion Air (opção barata somente para moradores locais da Indonésia), Ryanair (30 euros para o Marrocos), Airasia (cobre um monte de países asiáticos), Kingfisher (usamos dentro da Índia), Lao Airline (melhor opção para o Laos), Flymango (na África do Sul) etc. Há promoções realmente inacreditáveis, porém para encontrá-las é necessário pelo menos dois meses de antecedência (quanto mais cedo melhor). Por serem significativamente mais baratas, fica mais difícil remarcá-las (a taxa de mudança pode ser mais cara que a passagem), então é legal ter isso em mente se você quer um itinerário menos engessado.

A milhagem acumulada no Brasil ajuda bastante para os trechos mais longos, aqueles não cobertos pela RTW. Nós queríamos ver boa parte da Ásia, mas estávamos limitados pelo número total de paradas permitidos pela passagem. Sem problemas. Da Tailândia usamos as milhas para ir até Hong Kong e de lá usamos companhias lowcost para subir até Pequim. Para ganhar mais milhas, pesquisamos quais promoções eram voltadas para o programa da Star Alliance. Acabei mudando de cartão de crédito (meu Mastercard presenteava uma milha para cada 3 reais gastos, então mudei para um VISA do Itaú onde a razão é 1 para 1) e passamos a fazer compras em estabelecimentos conveniados ao Multiplus Fidelidade. O maior achado foi o abastecimento em postos Ipiranga, onde podíamos acumular até 3 vezes o valor gasto em combustível.

– Aeroportos:

Por causa do sistema de check in do Brasil, EUA e Europa, nós estamos acostumados a chegar ao aeroporto, procurar o balcão da companhia aérea e fornecer a identidade ou o passaporte para pegar o cartão de embarque. No entanto, em alguns países asiáticos e africanos, você tem que mostrar seu bilhete para conseguir entrar no aeroporto, antes mesmo de fazer o check in. Não precisa sair imprimindo todas suas passagens, é só mostrar o e-ticket no celular que está tudo certo (mais uma razão para carregar o iPhone).

Como todo mundo sabe, é preciso dobrar a atenção nos aeroportos, não só por causa dos furtos, mas também devido aos vários “esquemas” na saída. É muito comum alguns malandros se passarem por motoristas autorizados de hotéis conhecidos. Você chega, procura seu transfer, ou alguém que parece ser um taxista, e diz que precisa chegar no hotel X. No meio do caminho, no entanto, o “motorista” finge telefonar para sua acomodação, dizendo que a mesma está lotada, ou que eles fizeram um double booking, te levando para um outro hotel, muitas vezes mais caro, onde o golpista recebe uma comissão. Há também falsos transfers que te levam ao hotel solicitado por uma “pequena taxa,” quando seu pickup no aeroporto era gratuito. Ao agendar para que alguém do hotel te busque no aeroporto, verifique antes se há custos e só entre no carro se o motorista tiver uma placa com seu nome (a maioria faz isso, mas é melhor combinar com o hotel). Quanto aos táxis, o mais seguro é evitar os taxistas autônomos que ficam te bolinando no desembarque assim que você pega sua mala.

– Itens realmente úteis em uma RTW:

1- Protetores Auriculares (os famosos ear plugs): Esqueça aqueles comprados em farmácias ou lojas de construção, eles são incômodos e não funcionam bem. Nós fomos a um fonoaudiólogo e solicitamos tampões de ouvido moldados, usados por praticantes de nado sincronizado. Essa foi, sem dúvida alguma, a melhor compra que fiz para a viagem. Mesmo quando não fiquei em dormitórios, onde pessoas entram e saem o tempo todo e há sempre mais barulho, às vezes seu quarto está perto de uma rua movimentada, ou alguém no hostel resolve fazer uma festa até sei-lá-que-horas bem na noite anterior àquele passeio que sai às 7 da manhã. O produto é um pouco caro, entre 90 e 120 reais, mas você louvará cada centavo gasto na hora em que seu vizinho de quarto resolver escutar “Ai, se eu te pego” no último volume enquanto você tenta dormir.

2- Toalha de secagem rápida (travel towel): Vendida naquelas lojas de material de aventura/escalada nos shoppings, a toalha seca em poucos minutos, evitando o famoso cheiro de cachorro molhado. Há tamanhos diversos, mas mesmo o modelo grande é bem fininho e cabe facilmente na mala. A minha é da marca Drylite, mas existem várias outras opções no mercado.

3- Vasilha de plástico com tampa à vácuo (tupperware) + utensílios: O tupperware à vácuo tem várias utilidades. Ele serve para organizar itens avulsos e pequenos dentro da mala, levar lanches em passeios e é usado como prato durante o café da manhã naqueles hotéis que não oferecem cozinha, mas tem um frigobar no quarto (a gente comprava frios, leite e pão e economizava se essa refeição não estava inclusa). Garfo e colher e um canivete simples (com faca e saca-rolha) também ajudam, mas o canivete tem o inconveniente de ter que ser sempre despachado na mala durante voos.

4- Adaptador de tomadas: Esse item é bem importante, ainda mais agora com a tomada padrão do Brasil sendo a única do seu tipo no mundo inteiro. Importante comprar um adaptador que sirva em tomadas europeias, EUA/Austrália e UK (usadas muito em países asiáticos e africanos).

5- Lanterna pequena: Você usará para entrar nos dormitórios enquanto todos estiverem dormindo, para levar em passeios específicos (dentro de cavernas ou durante à noite), para caminhar do seu quarto ao restaurante em ilhas do pacífico e, o mais importante, para checar a presença de bed bugs na cama.

– Bed bugs:

Foi uma lição dolorosa aprender sobre a existência desses parasitas de colchão e como procurá-los em sua cama de hotel ANTES de dormir nela.

Eu particularmente nunca tinha ouvido falar desses bichos malditos, que sugam seu sangue durante à noite, mas sua ocorrência é bem comum em hostels e quartos de hotel mais baratos. Na verdade, a presença de bed bugs pouco tem a ver com a higiene do lugar. Eles se multiplicam rapidamente e são carregados de um quarto de hotel para outro por viajantes, principalmente os que passam por vários lugares em período curto de tempo. Por isso o maior risco de encontrá-los em hostels, redutos de mochileiros.

Exterminá-los também é um processo custoso e nem sempre fácil, pois para evitar uma epidemia é necessário adotar medidas preventivas que obviamente encarecem a manutenção em hospedagens mais baratas.

Felizmente, nunca foi comprovado que bed bugs transmitem doenças. Mesmo assim, posso dizer por experiência que a picada é dolorida e coça feito o diabo. Diferente do mosquito, o bicho injeta um tipo de anestésico natural ao se alimentar, fazendo com que você não sinta o ataque logo que ele acontece. Cada organismo reage de uma forma diferente, alguns notam a pele inflamada logo pela manhã, outros demoram 24 horas para sentir os sintomas. Nosso último encontro indesejável com bed bugs resultou em uma semana com o corpo coberto por picadas inflamadas do tamanho de uma moeda que incomodavam o dia inteiro.

A melhor maneira de evitar o assalto noturno é verificar sua presença assim que chegar ao quarto do hotel. Com uma lanterna pequena em mãos, procure por espécimes ao longo da costura do colchão, principalmente nas pontas. Também é importante notar se há pontinhos pretos ao longo do estrado (dejetos do bicho), ou mesmo “cascas” vazias, já que os parasitas trocam de carcaça à medida que crescem. Como os bichos são bem pequenos (a ninfa, nome dado aos bichos durante a primeira fase da vida, medem menos de um milímetro), móveis ao redor da cama (cabeceiras coladas na parede são um mau indicativo), etiquetas em colchões e pequenos buracos no suporte da cama viram esconderijos perfeitos durante o dia (bed bugs são os vampiros do mundo dos insetos). Para entender melhor como achar essas pragas, assista ao vídeo aqui ó.

– Milhas:

A maioria das passagens de volta ao mundo rende milhas, um benefício adorado por qualquer viajante. Conseguir a pontuação em cada trecho, no entanto, pode não ser tão fácil, pelo menos para membros fidelidade da Star Alliance. É que para que a pontuação ocorra enquanto você faz o check in, o funcionário da companhia integrante da aliança precisa digitar o código utilizado pela TAM antes do número do voo. Por exemplo, um voo da Air New Zealand seria NZ 745, para conseguir reverter os pontos em milhas TAM, o funcionário teria que computar JJ 745 no sistema (JJ é o código utilizado pela TAM). Teoricamente, todas empresas integrantes da Star Alliance deveriam saber o processo, mas na prática isso quase nunca acontece, razão pela qual nós também guardamos o canhoto dos cartões de embarque até que a pontuação fosse confirmada no site da TAM. Não sabemos se o problema é pertinente a outras alianças que emitem passagens RTW (Sky Team e One World), mas é bom ter a informação à mão se necessário.

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