Hora das cidades-estados Hong Kong e Macau!

Conhecida por sua economia capitalista liberal e por seus arranha-céus de vidro, Hong Kong é uma cidade-estado cheia de vida. Com sete milhões de habitantes exprimidos em apenas 1.054 km², a população não tem outra opção senão sair de casa e esbarrar na multidão do lado de fora. E que multidão! De segunda a segunda, as ruas estão lotadas de pessoas que vem e vão das lojas 24 horas, que saem do metrô para trabalhar ou que param para comer em um dos milhares de restaurantes com letreiros coloridos. 

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Prédios e mais prédios em Hong Kong

Eu e Guico ficamos na ilha principal, bem no centro da cidade, considerado um dos grandes pólos financeiros do mundo asiático. Logo no primeiro dia, enfrentamos o formigueiro humano para almoçarmos junto aos locais. Por sorte, acabamos em um restaurante de bairro famoso pelo preparo de um saboroso prato chinês: a sopa de cobra. A iguaria, que é bem gostosa, foi uma indicação de um morador que estava sentado em nossa mesa. Aparentemente, o prato só é servido no inverno, devido a suas propriedades térmicas. Os chineses acreditam que a carne de cobra aquece o corpo, mas nós achamos que o mérito era da sopa mesmo.

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Restaurante local – deliciosa sopa de cobra

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Guico comendo sopa de cobra

Apesar de lotada, a ilha é bem fácil de navegar, seja com transporte público (com wifi e indicação das paradas em inglês) ou a pé. Andamos a ilha principal de ponta a ponta no primeiro dia, passando pelo templo de Man Mo, caminhando através do longo cais e terminando com um passeio de balsa até a parte continental da cidade. Kowloon, como é chamado o bairro continental, tem construções mais antigas que o centro comercial, abrigando o Kowloon Walled City Park, um parque com construções e templos da época em que a cidade era sitiada por muros altos.

Além das edificações em estilo chinês clássico da Kowloon Walled City, o bairro também é famoso por abrigar vários mercados de rua e a Avenida das Estrelas, uma calçada da fama de artistas chineses que nós achamos bem mixuruca. O melhor show de Hong Kong, na verdade, não fica nem em Kowloon, nem na ilha principal, mas sim no meio. Todos os dias às 20 horas, os dois lados do canal fazem um show de luzes, com a participação de vários arranha-céus. O melhor camarote para esse breve evento é a bordo de uma das balsas que cruzam o canal. Nós conseguimos embarcar minutos antes das luzes brilharam no céu nublado de Hong Kong. Cada pessoa prefere a vista de um dos lados da cidade. Para nós, as luzes do lado continental foram mais elaboradas, embora nenhum dos dois seja realmente imponente.

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Show de luzes lado continental

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Luzes gigantes em Kowloon

Mas Hong Kong não é só feita de luzes e prédios. Uma das atrações mais bacanas fica a alguns quilômetros do centro, no Monastério de Po Lin. Feita inteiramente de bronze, a maior estátua de um Buda sentado do mundo se destaca na paisagem montanhosa. A vista lá de cima é espetacular, e ainda dá para visitar os templos budistas da região (os mais bonitos que vimos) e experimentar a culinária local (eu e Guico provamos um prensado de lula que foi no mínimo exótico).

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O Buda gigante

No nosso último dia, decidimos deixar o barulho da cidade de lado e passear por Macau. Como em Hong Kong, a ex-colônia portuguesa possui sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados e leis de imigração próprias, sendo dependente da China somente no que se refere à política externa e à defesa territorial.

Lotada de cassinos, a cidade-estado é minúscula, mas muito interessante para quem veio do Brasil. Vários prédios e monumentos antigos seguem a arquitetura portuguesa colonial, conservando inclusive os nomes em português. Apesar de não termos encontrado ninguém que falasse nossa língua por lá, pudemos saborear um pastel de Belém na Rua São Paulo, uma viela cheia de lojas de biscoitos e carne seca (uma febre culinária em Macau) e pastelarias.

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Comendo pastel de Belém em Macau

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Os nomes das ruas estão em chinês e português

Caminhar entre a arquitetura e nomes de ruas conhecidas no meio de um território praticamente chinês só prova o quão diversificado é esse mundão. O sentimento de familiaridade em Macau é real, mas efêmero, já que vem embrulhado com a cultura milenar cantonesa, tão alienígena aos nossos costumes. No fim, a mistureba cultural rende boas histórias, ou pelo menos só aventuras culinárias interessantes, como o prato de noodles feito à mão acompanhado de tendão de boi cozido que comemos no almoço. Yuuuuuuum!

Entre a sopa de cobra de Hong Kong e o tendão de boi de Macau, podemos dizer que passamos na prova preparatória para sobreviver às refeições na China. Estamos prontos para seguir viagem! Que venham os pratos de Guilin!

 

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Um comentário em “Hora das cidades-estados Hong Kong e Macau!

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