Baladas Madrileñas

Se Madrid conseguisse falar, ela te chamaria para a balada. Você já sente a energia da cidade logo quando chega: os madrileños falam alto, te abraçam, furam fila, tudo ao mesmo tempo. Em vez das Marchés de Noel francesas, multidões na frente das baladas, muitas opções de pub crawls e happy hours com tapas.

O Free Walking Tour não foi só um passeio pela Plaza del Sol, o Passeo del Prado e seus museus, ou por construções arquitetônicas com influência moura, mas também um teste prático em costumes espanhóis. O tour começava às 11:30 e terminava às 15 horas, sem paradas para comer, já que o almoço em Madrid começa às 14:30 e a janta só às 22 horas. Como nenhum de nós era espanhol, imploramos por um lanche. Acabamos parando no Museo del Jámon, uma loja com mais de 200 peças de variados tipos de presunto, onde a baguete de presunto parma com queijo brie custa somente 1,50 euros e é uma delícia.

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Plaza Mayor

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Ótimos sanduíches de presunto

Os madrileños podem não comer muito, mas compensam na bebida. À noite, eu e cinco amigos do hostel fomos em um pub crawl com mais outras 15 pessoas. Passamos em 3 bares e uma balada, todas lotadas! A vida noturna de Madrid lembra muito a brasileira, com música eletrônica e várias garrafas de vodca. Enquanto as boates em outros lugares da Europa terminam por volta das 3 da manhã, em Madrid, uma balada que se preze só fecha depois das oito. Cafés-com-leite como eu tem que se esforçar muito para acompanhar a galera local. E mesmo com incentivos gratuitos vindo do bar, ainda voltei para o hostel 4 horas mais cedo que o resto do grupo.

O dia pós-balada deve ser de descanso, certo? Não em Madrid. Eu, um carioca chamado Yuri e Jacob, um chef de NY, aproveitamos a tarde para visitar o Thyssen, um dos museus do Passeo del Prado, com quadros da Renascença até o século XVIII. Depois do banho cultural, curtimos um banho gastronômico. Era noite de tapas no hostel, onde um chef espanhol preparava aperitivos típicos acompanhados de coquetéis e cerveja. Meu fígado já estava rindo da minha cara (de amadora). Apesar de ter me divertido bastante e de ter aprendido algumas receitas, fui dormir jurando que passaria boa parte do dia seguinte na cama.

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Noite de tapas no hostel

Não aconteceu. Meus amigos me acordaram ainda cedo para aproveitarmos as tapas do mercado municipal. Que maravilha! Tendas até perder de vista vendendo empanadillas, tapas de frutos do mar, coquetéis e sobremesas! Nos empanturramos de comida típica e saímos a tempo de visitar o Reina Sofia, que tem entrada livre todos os sábados após às 14:30. Aliás, a maioria dos museus em Madrid oferece horários gratuitos ao público, provavelmente em uma tentativa de competir com as baladas.

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Chegando ao mercado municipal

Depois de tanta agitação, meus amigos foram fazer uma siesta, enquanto eu, que tinha tomado baldes de café antes do passeio de arte, resolvi ficar de bobeira no lounge do albergue… Exatamente na mesma hora em que produtores de um comercial sobre o Hostelworld chegaram para fazer a filmagem. Resultado, quem estiver pela Europa nos próximos meses provavelmente verá o meu debut artístico na TV. O meu mico rendeu até uns trocados, sabiamente investidos em um steak com vinho na hora do jantar.

Era sábado à noite, mas eu pretendia honrar o encontro marcado com minha cama logo após o jantar, já que mal a vi nos dias anteriores. Porém o David, o baladeiro master do hostel, me viu na recepção e me chamou para outro pub crawl com a galera, dessa vez de graça. Minha cama teria que me desculpar mais uma vez.

Na manhã de domingo, Letícia-zumbi caiu da cama minutos antes do fim do café da manhã, voltando para as cobertas logo depois dele. À tarde, depois de ter feito as pazes com meu sono, fui passear na Gran Via, a rua mais famosa de Madrid, com teatros, lojas e restaurantes instalados em prédios antigos do começo do século XX. A arquitetura do local merecia ser eternizada por fotos, mas minha máquina tinha ficado propositalmente no quarto, já que para cada construção interessante tem pelo menos cinco batedores profissionais de carteira. Três das meninas que conheci foram roubadas caminhando pela cidade. Fica o alerta para quem passar por aqui.

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Entrada da Gran Via

Para aproveitar minha última noite em Madrid, ignorei o sono e fui para um barzinho com o povo do Las Musas Residence, meu hostel super agitado. Na hora da despedida, meus novos amigos me convidaram para passar mais três dias na capital, afinal quarta era dia de sangria na casa do Pedro, um dos DJs do Cocó. Infelizmente, não ia dar. Embora tenha amado Madrid, tenho ainda mais razões para gostar de Toledo… Dia 21 o Guico chega por lá para continuarmos juntos essa maluquice de dar a volta ao mundo. Já estou contando os segundos.

 

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